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As ações que dispararam com as eleições mesmo antes da definição do presidente

Zema em Minas, Bolsonaro subindo nas pesquisas: o que move o mercado de ações nos últimos meses de 2018

logo do Banco do Brasil
(Divulgação)

SÃO PAULO – Graças a Romeu Zema, a elétrica mineira Cemig (CMIG4) disparou 44% na bolsa desde o início de outubro. A promessa de mudanças na gestão e eventual desestatização da empresa pelo candidato do Novo ao governo do estado fez com que o mercado passasse a ver com outros olhos a ação da empresa com sua disparada nas pesquisas de intenção de voto no segundo turno (leia mais aqui).

Cemig é um caso de destaque, mas não foi o único movimento de disparada relacionada às eleições antes mesmo do resultado do segundo turno. O rali eleitoral, que levantou forte o Ibovespa desde o fechamento de 1º de outubro, já fez algumas felizardas na bolsa em diferentes setores.

Naquela data, uma pesquisa Ibope de intenção de voto isolou Jair Bolsonaro (PSL) de Fernando Haddad (PT) com 31% contra 21% de eleitores, aumentando a sensação de que o ex-capitão do exército se tornará presidente em 2019.

Petrobras

Desde que as pesquisas de intenções começaram a apontar para Haddad e Bolsonaro no segundo turno, com posterior vitória do candidato do PSL, a ação da Petrobras (PETR4) começou a subir acima da média do mercado. Desde o fechamento do primeiro dia deste mês, a alta soma 27,2%, contra 8,7% do Ibovespa.

Embora ambos os candidatos descartem privatizar a petroleira, Bolsonaro disse em algumas ocasiões que considera vender o refino. O próprio programa de governo do líder das pesquisas fala em vender "parcela substancial" da capacidade de refino, varejo, transporte e "outras atividades em que [a Petrobras] tenha poder de mercado".

Haddad, por sua vez, fala em manutenção da Petrobras como empresa verticalizada e propõe interromper a venda em curso de ativos estratégicos da empresa.

Banco do Brasil

Enquanto bancos em geral se beneficiam do rali eleitoral, o Banco do Brasil (BBAS3) é o grande destaque no setor. No período analisado, a ação saltou 39,5%. Comparativamente, Bradesco (BBDC4) subiu 18,4% e o Itaú (ITUB4), 14,5%.

Para os bancos em geral, o mercado espera que uma vitória do candidato à direita favoreça um ciclo positivo de crédito, com maiores concessões e queda na inadimplência.

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No caso específico do BB, estatal, acredita-se em menor intervenção governamental dentro de um governo Bolsonaro – que se diz avesso à participação estatal em empresas – e maior no caso Haddad.

Eletrobras

Com variação de quase +50% no período de euforia eleitoral, a Eletrobras (ELET3), assim como outras elétricas, também se beneficia do cenário eleitoral apontado para as privatizações. Para especialistas, o rali tende a continuar trazendo efeitos positivos para a estatal mesmo com o revés sofrido nesta semana com a rejeição do PL que permitia a venda de distribuidoras (leia mais aqui).

O mercado espera que Bolsonaro retome o processo de venda de distribuidoras, embora rejeite a privatização das geradoras de energia – considerado um setor estratégico. Com isso, a Eletrobras contaria com governança privada para se livrar de dívidas que já alcançam R$ 9 bilhões. 

Mesmo nesta quarta-feira, logo após a decisão do Senado, a estatal demonstra resiliência. Após chegar a cair 12% no início do pregão, a ação amenizou a queda para perto de 2% no início da tarde do mesmo dia. 

 

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