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As 16 ações preferidas dos analistas para comprar em outubro

Para este mês, as favorita dos analistas é Gerdau, com 10 recomendações

Bolsa de valores
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Todo começo de mês, corretoras de investimentos e instituições financeiras elaboram uma seleção com as ações que acreditam ter bom potencial de rentabilidade no período. Para outubro, a favorita é Gerdau (GGBR4), siderúrgica que dedica-se principalmente à produção e comercialização de produtos de aço em geral. O papel foi recomendado por 10 das 16 carteiras de investimentos analisadas pelo InfoMoney, substituindo a mais escolhida de setembro, a bolsa de valores brasileira B3 (B3SA3), que caiu para a quarta posição.

A recomendação de compra para Gerdau deve-se à importante diversificação da siderúrgica no mercado externo e também ao fato do principal negócio (venda de aço) ser indexado ao preço do aço global e garante parte das operações instaladas nos EUA, trazendo menos risco à Gerdau e fazendo com que ela se beneficie com a valorização do dólar. Além disso, os analistas acreditam que a recuperação de margem no Brasil viabiliza melhora no ambiente de construção civil, beneficiando a empresa.

Com todos os olhos nas eleições, o período é incerto e a volatilidade é alta. Por conta disso, a opção dos analistas foi por elaborar carteiras com ativos mais defensivos, como é o caso de Gerdau e Suzano (SUZB3), que são empresas diversificadas e, em grande parte, "descorrelacionadas do risco-Brasil”.

Abaixo, compilamos as 16 ações mais indicadas pelos analisas, juntamente com aquelas recomendadas por três carteiras e mostram o apetite dos analistas para outros segmentos, como o do varejo. Acompanham também as justificativas para a escolha de cada um dos ativos que receberam no mínimo seis recomendações. Confira:

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*Dados obtidos com base nas carteiras recomendadas da XP Investimentos, Rico, BB Investimentos, Santander Corretora, Ativa, Bradesco BBI, Elite, Socopa, Coinvalores, Planner, Toro Investimentos, Genial Investimentos, Spinelli, Terra Investimentos, BTG Pactual e Carteira InfoMoney. 

 

Gerdau (GGBR4)
A Gerdau produz e comercializa produtos de aço em geral através de usinas localizadas em diversos países. A companhia é líder no segmento de aços longos nas Américas e é uma das principais fornecedoras de aços especiais do mundo para o setor automotivo. A recomendação baseia-se em linhas gerais, no fato de que grande parte da receita e geração de caixa de Gerdau advém do mercado externo, que deve se beneficiar com a valorização do dólar e ainda, se proteger do "risco Brasil".

Itaú Unibanco (ITUB4)
Para os analistas, o Itaú Unibanco é uma empresa em geral rentável e bem posicionada no setor, principalmente por conta de seus ótimos resultados apresentados ao longo dos últimos trimestres. O ativo é ainda “referência em controle de despesas e eficiência no setor, o que reforça seu caráter defensivo em caso de volatilidade no cenário nacional”.

Petrobras (PETR4)
A opção por incluir Petrobras no portfólio deve-se à relação risco-retorno positiva podendo se beneficiar de um "resultado favorável nas eleições". De acordo com os analistas, o cenário é favorável para a continuidade da valorização no preço do petróleo, impactando positivamente os resultados da companhia. 

B3 (B3SA3)
As recomendações de compra baseiam-se na diversificação de receitas e no lançamento de 44 novas iniciativas para os próximos 18 meses, em grande parte direcionados à pessoa física. A decisão estratégica deve, segundo os analistas, permitir maior alavancagem e influenciar positivamente na liquidez do mercado à vista. 

Suzano (SUZB3)
"Com maior disciplina de gastos e aumento de eficiência, a Suzano tem conseguido reduzir seu custo e caixa de produção, algo que se reflete em uma forte geração de caixa operacional, acelerando sua desalavancagem financeira", escrevem os analistas da Guide Investimentos. E concluem: "continuamos otimistas com a evolução operacional da Suzano e aumento de competitividade estrutural".

Vale (VALE3)
A companhia, considerada uma das maiores do mundo no setor, possui foco em cinco negócios principais: minério de ferro, níquel, cobre, carvão e fertilizantes. De acordo com a Rico, a visão positiva na companhia deve-se: i) à consistência na entrega de resultados nos últimos trimestres; ii) por acreditarem que o preço do minério de ferro não vai recuar drasticamente e que iii) a elevada qualidade do seu minério de ferro proporcionará maiores margens e rentabilidade elevada. Ainda de acordo com os analistas, é esperado um cenário positivo para os fundamentos da empresa no médio/longo prazo, e uma aceleração do pagamento de dividendos. 

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