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Bradesco BBI recomenda compra de blue chip e vê alta de 41%: "dividendos vão aumentar"

Empresa é top pick do banco no setor de metais e mineradoras

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(Shutterstock)

SÃO PAULO - Não colocar todos os ovos na mesma cesta é a principal chave para ter uma carteira de investimentos diversa e de sucesso - e na opinião do Bradesco BBI, a siderúrgica Gerdau (GGBR4) é uma ótima opção quando o assunto é diversificar. 

Em relatório intitulado "a diversificação está compensando", o banco afirma que a melhora dos fundamentos de aço nos EUA tem ajudado a compensar a potencial fraqueza dos resultados no Brasil. Desta forma, atribuem a posição de Outperform (performance acima da média do mercado) para os papéis de Gerdau, estimando um preço-alvo de R$ 23 por ação - um potencial de alta de 41,10% em relação ao fechamento do dia 23. No ano, as ações sobem 32,41%

De acordo com a equipe de análise, a companhia permanece focada na otimização da rentabilidade de suas operações por meio da digitalização, das mudanças culturais e de oportunidades específicas de baixo investimento / alto retorno, com projetos nos EUA que seguem positivos. Com uma capacidade produtiva utilizada de 80%, potencialmente subindo para 85% no segundo semestre, Gerdau pode alcançar uma margem do Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) de dois dígitos ainda em 2018, segundo o Bradesco BBI.

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Thiago Lofiego, analista que assina o relatório, explica que a demanda por aço longo no Brasil está de volta após a greve dos caminhoneiros, com a companhia estimando um crescimento do volume doméstico de 5% em 2019. Além disso, as operações dos EUA devem se beneficiar dos ganhos com SG&A (Vendas, Despesas Gerais e Administrativas, na sigla em inglês), uma vez que a nova administração já está implementando estratégias que tiveram sucesso no Brasil.

Dentro do território nacional, o cenário para 2019 também é positivo: "o lançamento de projetos residenciais devem se traduzir em demanda de aço em cerca de oito meses, enquanto a infraestrutura (parques eólicos e linhas de transmissão, principalmente) devem retornar gradualmente", escreve Lofiego. 

A equipe de análise também cita o plano de desalavancagem da empresa, que está em seus últimos estágios e deve se manifestar em maiores dividendos."Para garantir maiores dividendos, o nível da dívida bruta desejado poderia ser colocado em prática. Em relação aos desinvestimentos, enquanto Gerdau não busca ativamente por compradores, a empresa poderia considerar alguns desinvestimentos menores, dependendo do preço", escreve o analista. 

Na opinião de Lofiego, o papel segue "muito atrativo" e é top pick no setor de metais e mineradoras, com uma estimativa de Ebitda de R$ 6,7 bilhões em 2018, 15-20% acima do consenso do mercado. "Esperamos revisões positivas de ganhos pela frente, principalmente depois dos números sólidos que devem ser divulgados em agosto sobre o segundo trimestre de 2018", conclui. 

A Gerdau entrou na Carteira Recomendada InfoMoney na última sexta-feira, dia 20 de julho. O call foi anunciado em primeira mão no grupo exclusivo de alunos do Thiago Salomão, analista da Carteira InfoMoney. Para fazer parte desta comunidade e acessar o portfólio, clique aqui

 

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