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XP recomenda 10 ações para investir em julho e vê Ibovespa a 90 mil pontos

Carteira Recomendada está balanceada, mas tem posicionamento favorável a ações que se beneficiam de uma melhora gradual na percepção de risco

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(Shutterstock/Golden House Studio)

SÃO PAULO - A XP Investimentos divulgou a carteira recomendada para o mês de julho. A partir desta versão, a carteira será sempre divulgada através da plataforma XP Research, contendo análises detalhadas e vídeos sobre ações de 39 empresas, com atualização mensal.

Para este mês, os analistas observam continuidade da incerteza da bolsa, que caiu 20% desde o meio de maio. A carteira está "balanceada, mas tem um posicionamento favorável a ações que se beneficiam de uma melhora gradual na percepção de risco". 

Os analistas somam o aumento de incerteza no cenário externo, com alta de juros nos EUA e tensão comercial entre EUA e China, às candidaturas menos tradicionais na liderança das pesquisas políticas internamente. Quanto aos impactos da recente greve dos caminhoneiros, os analistas esperam que seja passageiro. "A expectativa de crescimento de PIB caiu de 3% no começo do ano para 1,5% hoje, e a
sustentabilidade da recuperação depende do desfecho no cenário eleitoral, que ainda é incerto", cita o relatório.

Quanto ao Ibovespa, a equipe de analistas tem cenário base de 90.000 pontos até o final do ano, "assumindo a eleição de um governo comprometido com reformas"; no caso contrário, espera 62.500 pontos no final do ano. Embora o cenário-base favoreça empresas com mais exposição à economia local, os analistas ainda não acreditam que seja a hora de comprar todas as empresas nesta categoria. 

A XP optou por substituir a alocação em Itaú Unibanco (ITUB4) por Banco do Brasil (BBAS3) neste mês, com peso 15% na carteira e posição neutra. "Vemos a atual gestão comprometida com um aumento gradual na rentabilidade, índices de capital sólidos e dividendos acelerando, após uma assertiva lição de casa", descrevem os analistas. O Neutro tem relação direto com a incerteza eleitoral. "Ajustamos esse risco à medida que o peso de bancos na nossa carteira é menor em relação ao peso dos mesmos no Ibovespa (24,5%)", explica.

Também tem peso 15% na carteira a Gerdau (GGBR4), com recomendação de compra. O potencial de alta visto para a ação é de 43,8%. A tese da XP se baseia em 3 pontos principais: "(1) Recuperação de margem no Brasil acelerando; (2) Estados Unidos em tom de melhora e (3) queda na alavancagem acelerando, com múltiplo descontado, negociando a perto de 20% de desconto em relação ao valor justo".

Com relação ao mês anterior, deixaram a carteira as ações da Via Varejo (VVAR11), Itaú Unibanco (ITUB4), Lojas Americanas (LAME4), Ambev (ABEV3), Rumo (RAIL3), B3 (B3SA3), Usiminas (USIM5), IRB (IRBR3) e Randon (RAPT4). Foram mantidas Suzano (SUZB3) e Vale (VALE3). Confira as ações que entraram no lugar. 

Empresa Ticker Peso Preço-alvo Potencial
B2W    BTOW3 5%  35,0 30,1%
Banco do Brasil    BBAS3 15%  36,0 25,7%
BRF     BRFS3 10% 25,0 27,1%
Cemig    CMIG4 5% 10,0  37,0%
Equatorial     EQTL3 10% 75,0 32,1%
Gerdau     GGBR4 15% 20,0 43,8%
Localiza    RENT3  10% 29,0 22,2%
Suzano     SUZB3 10% 67,5 50,1%
Tim     TIMP3 10% 17,0 29,0%
Vale     VALE3 10% 70,0 41,2%

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