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SÃO PAULO – O Credit Suisse elaborou relatório em reitera a classificação de Outperform (performance acima da média do mercado) para os papéis de Banco do Brasil (BBAS3), estimando um preço-alvo para os próximos 12 meses de R$ 36, o que totaliza um potencial de alta de 37,20% em relação ao fechamento do dia 19.
O “call” de compra veio após o banco anunciar o aumento de participação na Argentina, através do Banco Pantagonia, um dos maiores do país. Na última semana, o Credit Suisse elevou o preço-alvo dos papéis e colocou BBAS3 como top pick no setor financeiro.
De acordo com os analistas Marcelo Telles, Lucas Lopes, Alonso Garcia e Otavio Tanganelli, que assinam o relatório, o aumento de participação do Banco do Brasil no Banco Patagonia, de 58,97% para 80,4% é positivo para as ações do BB.
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“Segundo nossos cálculos, utilizando os resultados de 2017 do Banco Patagonia, BB deve ter um impacto na receita de cerca de R$ 60 milhões como resultado do aumento do ganho com os dividendos das ações, sendo R$ 100 milhões derivados da maior participação nos ganhos da Patagonia, R$ 20 milhões dos benefícios fiscais da amortização gerada na transação, menos R$ 60 de custo de oportunidade”, escrevem.
A equipe de análise explica que o Patagonia está entre os 10 maiores bancos da Argentina, com US$ 2 bilhões em empréstimos no setor privado. Em 2017, o ROE (Retorno sobre o Patrimônio, na sigla em inglês) do banco ficou em 35,8% – ou 16,9% quando ajustado à inflação.