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BC decreta liquidação extrajudicial de Gradual Corretora

A corretora está sendo alvo de investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Encilhamento

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(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Banco Central decretou nesta terça-feira (22) a liquidação extrajudicial da Gradual Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários S.A. Os motivos, segundo o BC, são " a existência de graves violações às normas legais e regulamentares que disciplinam a atividade da Gradual, o comprometimento de sua situação econômico-financeira, bem como a existência de prejuízos que sujeitam a risco anormal seus credores". 

Segundo o comunicado, o BC está "adotando medidas cabíveis para apurar as responsabilidades pelos fatos que resultaram na liquidação". Nos termos da lei, os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição ficam indisponíveis. 

A corretora está sendo alvo de investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Encilhamento, segunda fase da "Papel Fantasma", que investiga fraudes na aplicação de recursos de institutos de previdência municipais em fundos de investimento. Em abril, a presidente da Gradual, Fernanda Lima, e seu marido Gabriel Paulo Gouvea de Freitas Junior, que era diretor da corretora, foram presos pela PF, mas ambos foram soltos algumas semanas depois, após conseguirem uma liminar.

Na última semana, a Gradual informou o encerramento de suas atividades na Bolsa, recomendando aos seus clientes que "aguardassem instruções" sobre os procedimentos. 

Fundada em 1991, a Gradual afirma ter 60 mil clientes e R$ 7 bilhões sob custódia. 

Veja Mais: R$ 7 bilhões e 60 mil contas: o que os clientes da Gradual precisam fazer para retomar seu dinheiro?

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