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Preocupado com os efeitos do julgamento de Lula na Bolsa? Confira todos os cenários possíveis

Thiago Salomão, analista responsável pela Carteira Recomendada InfoMoney, explica como a bolsa pode reagir ao julgamento do Lula 

SÃO PAULO - A retomada do julgamento do pedido de habeas corpus preventivo apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) está marcada para esta quarta-feira (4). Há pouco menos de duas semanas, a discussão havia sido suspensa e os ministros da Corte haviam concedido liminar para evitar o início do cumprimento de pena pelo petista até a conclusão do julgamento do recurso.

O tema tem provocado reações distintas na sociedade, na medida em que crescem as chances de o ex-presidente começar a cumprir pena. Mas como ficam os investimentos? Thiago Salomão, analista da Carteira Recomendada InfoMoney, explicou como a bolsa pode reagir ao julgamento do Lula no programa Bê-a-Bá da Bolsa, que você pode conferir o vídeo no player acima.

Decisão
O STF decidirá se acata um habeas corpus de Lula, o que impediria o início de sua pena mesmo após condenado pela corte de apelação. Os ministros podem, também, fazer com que o alcance da decisão seja mais amplo, derrubando o início da prisão após condenação em segunda instância. Se isso acontecer, vários condenados pela Lava Jato podem vir a ser soltos. A posição da maior parte dos magistrados sobre o tema já é conhecida, mas o voto que ninguém conhece e que decidirá o embate é o da ministra Rosa Weber. A quarta a se manifestar.

O cenário atual leva a apenas duas possibilidades: ou o STF nega o recurso e libera a execução da pena de Lula ou concede o habeas corpus e o ex-presidente continua livre. Salomão destaca que os investidores "devem ter em mente que a decisão é se Lula será preso ou não, o que não entra no campo da elegibilidade política".

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4 pontos para ajudar a manter a calma com o julgamento
Apesar do clima de tensão que envolve o julgamento de Lula, Salomão enfatiza que "quem está no mercado financeiro não pode se contagiar tanto assim a um noticiário que, embora importantíssimo para o futuro político e social do Brasil, não deve trazer um efeito disruptivo no cenário de longo prazo projetado para o país". 

Ele destacou 4 pontos que podem ajudar o investidor a manter a calma. Veja: 

  • >> Preços “próximos” aos do Lula Day
    No fechamento de 23 de janeiro (dia pré-Lula Day), o Ibovespa estava em 80.700 pontos e no dia seguinte a Bolsa fechou em 83.680 pontos. Atualmente, o Ibovespa está em torno de 83.200 pontos.
  • >> Sempre haverá amanhã no mercado
    Como disse Ricardo Schweitzer, novo parceiro da InfoMoneyTV, o importante nesta hora é lembrar que sempre terá mercado amanhã, ou seja, as empresas continuarão com desafios a enfrentar e oportunidades a explorar - e, no limite, é da forma como cada uma lidará com esses desafios e oportunidades que emergirá ou não o valor para o investidor - não do fluxo financeiro insone dos hipnotizados pelas cotações.
  • >> Tenha posições que façam sentido, não importa qual o cenário
    Sua carteira está composta por ações que te deixariam tranquilo não importa o resultado? Se tem ações que podem sofrer com isso, elas possuem uma participação que te deixam confortável ao risco que irá correr?
  • >> Ter caixa é uma boa sugestão
    Se você ainda está de fora da Bolsa, espere por este evento para entrar; reações de pânico podem gerar grandes oportunidades (compre ao som de canhões, venda ao som de violinos, já disse Warren Buffet)
  • (O tema anterior sobre dividendos e juros sobre capital próprio foi alterado em virtude da grande repercussão do julgamento de Lula)

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