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Setor de serviços financeiros pode ter ano difícil; entenda

Alguns desafios tem tirado o sono das credenciadoras mais tradicionais do mercado brasileiro, de acordo com informações de um relatório da Coinvalores

Cielo - máquina
(Divulgação Cielo)

SÃO PAULO - Alguns desafios tem tirado o sono das credenciadoras mais tradicionais do mercado brasileiro, de acordo com informações de um relatório da Coinvalores.

Segundo a corretora, além do crescimento menor observado no ano em relação a anos anteriores, ficando um pouco abaixo das expectativas iniciais do setor, o fim da exclusividade de algumas bandeiras e o acirramento da concorrência traçam um panorama complicado para o futuro próximo. As mudanças dizem respeito às últimas reservas de mercado no segmento, que são as bandeiras Elo e American Express para a Cielo (CIEL3), que também tem exclusividade dos cartões de benefícios Alelo, e a Hiper para a Rede, do Itaú. “Essas bandeiras tiveram forte avanço dos últimos anos e fala-se em uma participação de cerca de 10% para elas em um mercado que tem rodado consistentemente acima dos R$ 200 bilhões de valor transacionado nos últimos trimestres”, disse.

Outro ponto que a Coin comentou foi o do aumento da concorrência. Nada menos do que seis companhias entraram no campo de batalha pelas transações nos últimos anos. A maior delas é a GetNet do Santander, que tinha planos de atingir cerca de 15% de share em 2015, número que não deve ser atingido, já que hoje a participação não chega perto da casa de dois dígitos. Além da GetNet, o Banrisul (Vero), a Stone Pagamentos, a Elavon, a Global Payments e a First Data apostam que podem crescer bastante no mercado brasileiro, especialmente após a quebra das últimas reservas de mercado, como comentamos anteriormente. Além disso, algumas delas esperam se aproveitar de uma tendência do setor para ganhar mercado no médio prazo. O crescimento do e-commerce e dos meios eletrônicos de pagamento. De olho nisso, as companhias já consolidadas do setor também tem se mexido e montado estruturas para atender esse novo segmento que cresce a taxas bastante significativas.

Uma saída que as companhias têm buscado é ampliar a atuação. Podemos usar a própria Cielo como exemplo. Entre suas subsidiárias mais recentes destacamos a Stelo, de meios eletrônicos de pagamentos, a Livelo, que vai atuar no setor de programas de fidelidade, e a ainda não nomeada joint venture com o BB, que vai gerir os negócios com cartões de crédito e de débito do banco e espera fechar novos acordos com outros emissores. Dificuldades a parte, o setor ainda cresce a taxas interessantes. Deve fechar 2014 com crescimento em torno de 17%, que, como já comentamos, está um pouco abaixo das estimativas iniciais. Um ponto importante de 2014 é a expectativa de se superar a marca de R$ 1 trilhão em volume transacionado no mesmo ano. Para 2015, a ABECS (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) estima alta entre 14,5% e 15,5% no volume, ou seja, mesmo com a desaceleração esperada, estamos falando de um dos setores com maior perspectiva de crescimento no Brasil, a despeito do mal momento vivido por nossa economia.

 

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