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Os 7 maiores erros de Warren Buffett e as lições do megainvestidor

Um dos erros de Buffett foi comprar a própria empresa, a Berkshire Hathaway, uma das maiores do mundo

Warren Buffett - Twitter
(Reprodução/Twitter)

SÃO PAULO – Warren Buffett é, sem dúvida, um dos maiores investidores da história. No entanto, mesmo com seu excelente histórico de acertos, ele também já errou. Felizmente, esses erros e os comentários de Buffett sobre suas decisões se tornaram boas lições para quem quer investir melhor.

O colunista Jordan Wathen, do site Motley Fool, listou sete  erros do Oráculo de Omaha e as lições que eles deixam para os investidores.

1 – Ego não paga as suas contas
Quando questionado sobre qual seria o seu maior erro, Buffett respondeu que seria sua aquisição da Berkshire Hathaway. Sim, a companhia de US$ 315 bilhões que ele controla hoje em dia.

O investidor comprou ações da companhia em 1962, quando ainda era uma pequena fábrica têxtil. No entanto, a empresa deixava a desejar e Buffett decidiu vender suas ações. O presidente da companhia, Seabury Stanton, concordou em pagar US$ 11,50 por cada ação de Buffett, mas quando a proposta escrita chegou a oferta era outra: US$ 11,375/ação.

Com raiva, Buffett trabalhou para comprar quantas ações da Berkshire conseguisse, de forma a assumir o controle e demitir o presidente, por ter mudado os termos da oferta inicial - o que de fato aconteceu. No entanto, a empresa ainda se mostrava um terrível investimento, a parte têxtil foi fechada e o investidor disse que esse erro era uma oportunidade de mais de US$ 200 bilhões.

A lição: O ego e as emoções têm mais influência do que qualquer indicador econômico ou relatórios trimestrais da empresa. Controlá-los é a chave para o sucesso nos investimentos.

2 – Diversificação nem sempre ajuda
Em 1993, Buffett comprou a Dexter Shoes, um negócio que ele descreve como um de seus piores. Ele concordou em pagar US$ 443 milhões pela companhia, mas ao invés de pagar em dinheiro, pagou em ações.

Eventualmente a Dexter Shoes perdeu para a competição internacional. Seus negócios enfraqueceram e, em 2001, o Oráculo de Omaha já havia praticamente desistido da empresa, reconhecendo seu erro.

Em sua carta aos acionistas de 2007, Buffett explicou o erro: “Usando as ações da Berkshire eu agravei muito esse erro. Essa movimentação não teve o custo aos acionistas da Berkshire de US$ 400 milhões, mas sim de US$ 3,5 bilhões. Na essência, eu abri mão de 1,6% de um negócio maravilhoso – que agora vale mais de US$ 220 bilhões – para comprar um que não vale nada”.

A lição: Abrir mão de um negócio muito bom por um ruim te machuca duas vezes. Primeiro nas perdas resultantes do negócio ruim e segundo quando você talha os custos dos ganhos que você teria por conta de uma excelente performance em um negócio de qualidade.

3 – Segundas opiniões importam
Em 2007, Buffett investiu US$ 2 bilhões em uma companhia texana. O investimento azedou cedo e em 2013 as perdas já estavam na casa de US$ 837 milhões. O investidor admitiu seu erro em escolher o mau investimento.

No entanto, Buffett cometeu um erro maior ainda: falhou em não consultar seu parceiro Charlie Munger antes de concordar em fazer o investimento. Incluí-lo no negócio teria levantado bandeiras vermelhas o suficiente para que a Berkshire saísse do negócio.

A lição: Finanças pessoais são diferentes de finanças corporativas, no entanto, todos temos alguém que vê as coisas de um jeito diferente. Metas diferentes requerem planejamento financeiro e instinto, incluindo seus parceiros no processo.

4 – Procurar sucesso em algo que você não gosta não vai funcionar
Um dos primeiros investimentos de Buffett foi um posto de gasolina que ele comprou em sociedade com um amigo. O posto não foi bem e Buffett estava gastando horas e horas para mantê-lo em operação. Ele trabalharia de fim de semanas no balcão e limpando janelas, mesmo odiando serviços manuais. O sorriso falso não foi suficiente, o posto do outro lado da rua fez eles saírem do negócio.

A lição: Ter sucesso não é fácil. Ter sucesso em algo que você não gosta é mais difícil ainda.  Logo após Buffett ter saído do posto de gasolina, ele resolveu virar corretor ações. Ele aprendeu a lição e deu seu melhor em um emprego que gostava. Inclusive se ofereceu para trabalhar para Benjamin Graham, uma lenda dos investimentos em Bolsa, de graça.

5 – Falta de paciência pode impactar os retornos
Buffett comprou sua primeira ação aos onze anos de idade. Junto com sua irmã, ele comprou seis ações da Cities Service Preferred a US$ 38,25 cada uma. Rapidamente elas caíram para US$ 27,00 junto com todo o mercado.  Na sequência, elas subiriam para US$ 40,00. De olho no pequeno lucro, Buffett vendeu as ações. Infelizmente, depois, os papéis chegaram a US$ 202,00 e ele se arrependeu de sua decisão.

A lição: Ninguém fica rico com pequenos lucros. As ações representam ser dono de um negócio, muitos dos quais estão há mais de um século, coloque seus investimentos em perspectivas. Uma semana, mês ou ano é um período muito, muito curto para uma empresa, boas coisas acontecem a quem espera.

6 – Boas pessoas não resolvem toda a situação
Em 1989, a US Airways estava no meio de uma aquisição hostil e queria sair. O então CEO Ed Colodny fechou um acordo com a Berkshire Hathaway na qual a empresa investiria US$ 358 milhões em dívida conversível em ações para evitar a oferta hostil.

Deu certo de certa maneira. A aquisição falhou graças ao acordo com a Berkshire Hathaway, mas o investimento de Buffett certamente foi turbulento e elle vendeu sua participação apenas com um pequeno lucro.

Em 1996 Buffett escreveu favoravelmente a Ed Colodny e seu trabalho com a US Airways em uma carta aos acionistas. “Eu gostava e admirava Ed Colodny, o então CEO da companhia e ainda o admiro".

Mas uma frase muito mais adequada a esse investimento está em sua carta aos acionistas de 2006: “Quando um setor subjacente a economia está desmoronando, gerenciamento com talento pode diminuir a taxa de declínio. Eventualmente, no entanto, fundamentos em erosão vão superar o brilho dos gestores”. A US Airways estava muito bem na época. Colodny era um grande CEO. Mas aviação sempre foi, historicamente, um péssimo investimento.

A lição: Apenas doze fisiculturistas não podem mover montanhas, a melhor equipe de executivos não pode mudar os fundamentos do setor.

7 – Centavos podem custar muito
Buffett costuma dizer que a Berkshire Hathaway comete mais erros de omissão do que de ação. O Oráculo de Omaha ressalta um terrível erro por omissão: perder a explosão do preço de ações do Walmart. “O custo foi de cerca de US$ 10 bilhões. Eu decidi comprar 100 milhões de ações a US$ 23,00. Nós compramos um pouco e a ação avançou um pouco e paramos”.

Vale a pena notar o quanto a ação subiu antes de Buffett cortar as compras: US$ 0,125/ação, ou cerca de 0,5%. Em 2004 essa interrupção da compra das ações havia custado cerca de US$ 10 bilhões.

A lição: Não fique preso ao preço de compra. Só porque uma ação estava a US$ 20 em 2005, não significa que ela não possa chegar a US$ 100 ou até US$ 500 hoje. Os preços passados são passados e o que importa é o que o negócio vale hoje e o que você acha que ele vai valer no futuro e acha que ele vai valer no futuro.

 

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