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Conheça "as novas vedetes da bolsa", de acordo com especialista

Estamos falando do setor de educação, que, segundo Moreno, realmente merece destaque

logo da Kroton Educacional
(Paulo Whitaker/Reuters)

SÃO PAULO – O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, está se recuperando aos poucos nesse segundo semestre. Após seis meses consecutivos de queda, de janeiro a junho, o benchmark apresentou valorização de 1,64% em julho, de 3,68% em agosto e de 4,66% em setembro.

Diante dessa recuperação, boas oportunidades começam a surgir ou ficar mais evidentes dentro do mercado acionário. De acordo com Adriano Moreno, analista da Futura Investimentos, existe um setor dentro da bolsa de valores que está chamando muito a atenção, pois, apesar de as empresas que o compõe não terem conquistado os investidores no momento de seu IPO, por serem pouco lucrativas, agora elas mostraram que vieram para revolucionar e, em pouco tempo, conquistaram um lugar dentro do principal índice da Bovespa.

Estamos falando do setor de educação, que, segundo Moreno, realmente merece destaque. “As companhias de educação são as novas vedetes da bolsa. O governo tem atrapalhado muito vários setores, como o bancário, o de Telecom, o elétrico e até a companhia Petrobras, enquanto o de educação foi um dos únicos que foram beneficiados por medidas deles”, afirmou.

De acordo com o especialista, o ProUni (Programa Universidade para Todos) fez essas empresas baterem recorde atrás de recorde. “Ele foi um divisor de águas para o setor, pois, com ele, as ações ganharam muita liquidez”, explicou.

As companhias do setor
As três principais companhias de educação, que estão indo muito bem neste ano, são: a Estácio (ESTC3), a Kroton (KROT3) e a Anhanguera (AEDU3), sendo que as duas últimas entraram para o Ibovespa no início deste mês, por conta do grande aumento da liquidez de suas ações nos últimos meses.

A Estácio está com uma valorização de 23,83% neste ano, a R$ 17,22, enquanto a Kroton já avançou 38,27% em 2013, a R$ 31,51, e a Anhanguera subiu 15,10%, a R$ 13,26. Todas com base no fechamento de segunda-feira (30). “A alta está grande, mas esse está longe de ser o topo, a tendência é subir mais e mais, principalmente agora”, disse Moreno.

Outra companhia do setor é a Abril Educação (ABRE11), mas ela não está indo bem no ano, afinal, de acordo com o especialista, ela está fora da curva, pois tem um viés diferente das outras e praticamente não tem exposição ao ProUni, principal motivo de alta das citadas anteriormente. A queda anual da empresa é de 16,56%, a R$ 33,16, no mesmo período.

Outra bola no ângulo à vista para o setor
Outro fator que aumentou o otimismo do mercado em relação a essas empresas foi o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). Segundo o analista, levando em consideração que, atualmente, a grande aposta dessas empresas está voltada para a EAD (Educação à Distância), uma nova medida, que une essas duas coisas, é muito esperada pelo setor e pode alimentar ainda mais essas altas. “Há muita expectativa de ter um Fies para EAD, o que vai ser uma nova alavanca para o setor. É bom ficarmos atentos”, finalizou.

 

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