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BR Insurance tem atrativos que ainda não foram capturados pelo mercado, diz G5

Amplo portfólio da empresa aliado a estratégia de expansão indicam que companhia deve crescer

brasil insurance
(Divulgação )

SÃO PAULO – Atuante no mercado de corretagem de seguros, a Brasil Insurance (BRIN3) foi destacada na carta mensal da gestora de recursos G5 Evercore como um case de liderança e de bom potencial de crescimento frente ao seu amplo leque de serviços. “Seu portfólio é amplo, cobrindo desde seguros de saúde, automóveis e frotas até riscos de engenharia, transporte, responsabilidade civil entre outros e sua distribuição é diversificada, atingindo regiões que representam 85% do PIB do país”, aponta a carta.

Desde seu IPO, em novembro de 2010, a BR Insurance já adquiriu 19 empresas. De acordo com gestora, a agressiva estratégia de aquisições da BR insurance implica em alguns riscos, principalmente de execução para capturar sinergias de empresas tão diversas. Entretanto, a G5 acredita que o papel ainda tem eventos para serem precificados pelo mercado. "Acreditamos que a ação tem atrativos que ainda não foram totalmente capturados nas avaliações feitas pelo mercado devido ao seu pouco histórico de empresa aberta, pouca cobertura dos bancos, e o fato de ser a única empresa listada no setor, que inviabiliza comparações e informações mais detalhadas de seus competidores", diz a G5.

A gestora também aponta que, por ter suas comissões provenientes de companhias seguradoras, a empresa não assume riscos de sinistralidade associados às apólices intermediadas. Adicionalmente, a G5 aponta outras vantagens competitivas para o modelo de negócio da empresa: baixas necessidades de capital de giro e investimentos e elevada geração de caixa, aliados a baixos riscos regulatórios; potencial de vendas cruzadas entre as empresas adquiridas; intensificação do poder de barganha na medida em que suas receitas continuem crescendo acima do mercado; portfólio concentrado em saúde e vida, segmentos mais lucrativos que a média de outros setores e possibilidade comprar concorrentes a desconto em relação aos seus múltiplos atuais.

“Acreditamos que o papel deve continuar a apresentar um desempenho superior ao Ibovespa no curto e médio prazos, pois a empresa deve continuar a apresentar resultados sólidos, com geração robusta de caixa, com captura das sinergias das empresas adquiridas e a junção de outras empresas ao seu modelo de negócios”, conclui a carta mensal aos cotistas.

Desempenho
Em janeiro, o fundo G5 Equities FIC FIA teve valorização de 1,27%, enquanto o Ibovespa sofreu queda de 1,95%.

 

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