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"Não achamos que os preços das ações estejam baratos", diz Pollux Capital

Para a Pollux, este ano, o atual nível de taxas de juros pode gerar uma "significativa realocação de recursos" no país

quadro de cotações - bolsa de valores - ações
(Getty Images)

SÃO PAULO – Muitos papéis da bolsa brasileira foram penalizados no último ano, principalmente por conta da crise internacional que impactou as receitas de companhias com negócios associados ao cenário externo. No entanto, para a gestora de recursos Pollux Capital, não é possível afirmar que a bolsa brasileira tenha muitos papéis baratos. “Em geral, não achamos que os atuais preços das ações estejam baratos, porém também não os vemos como caros”, disse o gestor da asset, em carta aos cotistas.

Para a Pollux, este ano, o atual nível de taxas de juros pode gerar uma “significativa realocação de recursos” no país. O gestor lembra que investimentos no mercado acionário representam hoje 14% dos ativos que estão na carteira de fundos brasileiros. “Se esse percentual se elevar para um potencial de 30%, haverá um fluxo de cerca de R$350 bilhões para a bolsa, o que representa cerca de 30% do valor total das ações em circulação. Este movimento pode beneficiar o preço das ações no curto prazo e ajudar a acomodar novas aberturas de capital (IPOs)”, aponta.

Neste ambiente, a asset ressalta que continuará atenta a situações peculiares, onde distorções de preços combinadas com diferencial de pesquisa criam as condições para boas oportunidades de investimento. “O mercado de ações brasileiro tem historicamente oferecido muitas oportunidades de diferenciação de retornos através da seleção de ativos”, diz a carta. “Uma eventual retomada de IPOs só nos ajudaria nesse processo ao aumentar o universo de potenciais investimentos a serem explorados”, continua.

Fundo
No ano passado, o fundo Pollux Ações FIA encerrou com valorização de 40,77%, ante 7,4% do Ibovespa (principal referencial do mercado acionário brasileiro). O gestor lembra que o mercado acionário nacional passou por um ano com “drivers antagônicos”. Se em uma ponta o baixo crescimento da economia pressionou negativamente os papéis listados na bolsa, a redução nas taxas de juros melhorou o valor teórico das ações.

Mesmo assim, o Ibovespa subiu pouco, pressionado pelas intervenções do governo nos setores de energia, bancos e petróleo. Assim, o investidor que evitou exposições a estes setores conseguiu retornos melhores. “A seleção de ações em 2012 foi importante não apenas para evitar os perdedores, mas também para identificar os grandes vencedores. Os setores com melhor desempenho no ano foram o de educação (alta acima de 100%) e de saneamento (alta de 70%)”, ressalta a carta.

 

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