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Ações e fundos imobiliários são alternativas para Selic a 7,25%, dizem especialistas

Após a decisão do Copom de deixar a Selic a 7,25% ao ano investidor deve olhar para aplicações mais arriscadas, se quiser boa rentabilidade

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(Thinkstock)

SÃO PAULO – Em reunião realizada nesta quarta-feira (28), o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu manter a Selic (taxa básica de juros) em seu patamar atual de 7,25% ao ano. Enquanto o consumidor vê benefícios na medida com a redução dos preços, o investidor continua preocupado com a rentabilidade de suas aplicações.

“Antigamente, era só colocar o dinheiro em uma aplicação de renda fixa e estava tudo resolvido. Mas com essa nova situação dos juros, ele precisa começar a olhar para produtos diferentes e mais diversificados”, aponta o planejador financeiro Valter Police. “Para ter uma rentabilidade melhor, será preciso correr mais riscos”.

Diante desse novo cenário que se desenha para os investidores, quais aplicações são interessantes em rentabilidade? “Quem comprar ações para os próximos anos vai ganhar dinheiro”, aponta o Economista e Especialista em Investimentos, Richard Rytenband. “Setores ligados às commodities que foram bastante penalizados devem voltar a crescer com a retomada da economia no próximo ano”, acredita.

De acordo com o especialista, setores pouco sensíveis ao ciclo econômico também são uma boa aposta. Empresas de bebidas como AmBev, tabaco (Sousa Cruz) e algumas do setor de papel e celulose, como a Fibria são opções interessantes para o investidor que quer compor uma carteira diversificada.

“A bolsa é sempre interessante em longo prazo, para composição de um portfólio de investimentos. Mas é preciso diversificar os setores e fazer ajustes a cada ano conforme as tendências”, ressalta Police.

Já o analista da SLW Corretora, Pedro Galdi, alerta que o investidor precisa tomar muito cuidado na seleção do portfólio e que é preciso uma orientação para escolher papéis que não ofereçam grandes riscos. “Se o investidor fizer a escolha certa, terá um bom retorno, mas com risco acentuado”. De acordo com ele, vale a pena olhar para papéis como Gerdau, Fibria e outros do setor de varejo, como Pão de Açúcar e Hypermarcas que tiveram retorno muito elevado nos últimos meses.

Outras opções
Com as rentabilidades mais baixas, outro ponto para o qual o investidor deve se atentar são as cobranças como taxas de administração e a incidência do Imposto de Renda. “Agora é preciso pesquisar preços melhores dentro daquilo que as instituições cobram. É preciso buscar produtos com rentabilidades iguais ou similares, mas como taxas menores”, aponta Police.

Diante dessa ressalva, a sugestão do especialista é olhar para os fundos imobiliários. Ele ressalta que a aplicação teve uma excelente rentabilidade este ano (o Ifix - índice que mede o desempenho desses fundos - já rendeu 28,5%), dá menos trabalho do que adquirir um imóvel e é isento de IR, o que garante uma rentabilidade líquida mais atrativa.

No entanto, especialistas apontam que a valorização destes fundos deve ser menos acentuada em 2013, já que boa parte desta alta pode ser creditada aos seguidos cortes da Selic este ano. “A tendência é que a Selic fique estável e pode até voltar a subir. Assim, a queda dos juros não é mais argumento para uma elevação tão forte como a que aconteceu este ano”, afirmou o advogado e especialista em fundos imobiliários Arthur Vieira de Moraes, em entrevista recente ao InfoMoney.

Outra opção, segundo Rytenband são investimentos atrelados à inflação. “Qualquer aplicação de renda fixa indexada à inflação é uma boa alternativa. Apesar de o governo dizer que a inflação está sob controle, acredito que ela voltará a incomodar em 2013, por fatores estruturais”. Um exemplo dado pelo especialista foram as NTN-Bs (Nota do Tesouro Nacional série B) com vencimento em 2025 que tiveram rendimento de 30%. “As notas do Tesouro Direto são bastante recomendadas”.

 

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