Ações, renda fixa e imóveis: saiba como montar uma carteira eficiente

Para Raphael Cordeiro, da Inva Capital, o investidor pode alocar 35% em renda fixa, 35% em renda variável e 30% em imóveis

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SÃO PAULO – Diversificar os investimentos é uma das recomendações mais básicas apontadas pelos especialistas. Quando se trata de aplicações financeiras, a ideia é maximizar a possibilidade de ganhos e diluir as perdas com diversos tipos de aplicações.

Mas que investimentos escolher para diversificar? Qual percentual deve ser investido em cada aplicação?

Para o especialista em investimentos e CEO da Inva Capital, Raphael Cordeiro, o ideal é diversificar as aplicações entre renda fixa, ações e imóveis. “A recomendação é baseada nos três principais pilares de investimentos para a grande maioria das pessoas”, afirma Cordeiro.

Segundo ele, a proporção de cada um dos investimentos no portfólio deve ser parecida quando aplicações são focadas no longo prazo. “A proporção deve ser parecida, nós alteramos muito pouco os pesos”, diz o especialista, que de uma maneira geral recomenda uma alocação de 35% em renda fixa, 35% em renda variável e 30% em imóveis ou fundos imobiliários.

“Diversos estudos comprovam que a alocação é mais importante do que a escolha do ativo em si, logo, essa recomendação ampla deve ser avaliada pelos investidores”, aponta Cordeiro.

Mas ele ressalta que esta é uma recomendação geral e que a carteira do investidor deve ser montada a partir de uma análise mais detalhada do perfil de risco, experiências com o mercado e expectativas futuras.

“É essa análise detalhada que vai definir qual o percentual ideal de alocação em cada tipo de investimento”, afirma o especialista.

Estratégia com percentuais fixos
Para ele, a melhor estratégia é adotar um percentual fixo de cada tipo de investimento. Isso quer dizer que é necessário, de tempos em tempos, vender parte do ativo que mais subiu e comprar o ativo que teve a pior performance.

“Isso quer dizer que o investidor teria vendido ações em 2006 e 2007 e teria comprado em 2008, no furacão da crise e quando o Ibovespa chegou abaixo de 30 mil pontos”, afirma Cordeiro.

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Ele também lembra que, com esta estratégia, no período em que a bolsa subiu muito o investidor teria comprado imóveis ou fundos imobiliários e estaria vendendo agora, com uma alta considerável.

“Psicologicamente isso pode parecer bastante estranho, mas na prática nada melhor do que comprar na baixa e vender na alta. Fizemos “back-test” com mais de 40 anos de histórico do mercado brasileiro e avaliamos estudos similares feitos nos Estados Unidos para chegar a essas conclusões”, conclui Cordeiro.

Diego Lazzaris Borges

Coordenador de conteúdo educacional do InfoMoney, ganhou 3 vezes o prêmio de jornalismo da Abecip