Ações de dividendos mais indicadas para abril; VALE é a preferida e TIMS3 deixa lista

Banco do Brasil, BB Seguridade e Telefônica Brasil dividem a segunda colocação entre as mais recomendadas

Márcio Anaya

(Shutterstock)

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O índice de dividendos da B3 (Idiv) recuou 1,2% em março, fechando o primeiro trimestre com perda acumulada de 3,8%, ante desvalorização de 4,5% do Ibovespa no intervalo.

Para abril, os analistas realizaram poucas trocas nas carteiras recomendadas de dividendos. A mineradora Vale (VALE3) permanece na liderança, com sete indicações, seguida de Banco do Brasil (BBAS3), BB Seguridade (BBSE3) e Telefônica Brasil (VIVT3), empatadas com cinco apontamentos.

A terceira posição é dividida entre Itaú Unibanco (ITUB4) e Petrobras (PETR4), com quatro escolhas cada. Os papéis da TIM (TIMS3), novidade em março, foram substituídos em dois portfólios e saíram da lista de destaques neste mês.

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Confira as análises sobre cada papel:

Todo início de mês, o InfoMoney traz um levantamento das carteiras de ações recomendadas por dez corretoras para quem tem foco em dividendos, apontando os cinco papéis preferidos dos analistas. O número pode ser maior, se houver empate, como ocorreu novamente.

Veja mais detalhes das seis empresas mais indicadas para abril:

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EmpresaTickerNº de recomendaçõesDividend yield em 12 meses (%)Retorno em março (%)Retorno em 12 meses (%)
ValeVALE378,70-5,13-15,94
Banco do BrasilBBAS3511,90-1,4458,73
BB SeguridadeBBSE358,82-2,469,22
Telefônica BrasilVIVT355,79-7,1237,81
Itaú UnibancoITUB449,552,8450,71
PetrobrasPETR4430,91-6,93105,48
Fontes: Ágora, Ativa, BB Investimentos, BTG Pactual, Genial, Guide, Órama, Santander Corretora, Terra Investimentos, XP Investimentos e Economatica.

Vale (VALE3)

A companhia perdeu uma indicação, mas segue isolada na liderança, com sete escolhas. Na Santander Corretora, a avaliação é de que os fundamentos sobre o preço do minério continuam sólidos no curto prazo, especialmente no momento que passamos por uma sazonalidade de produção mais fraca no Brasil e na Austrália. “Olhando para 2024, esperamos que o mercado de minério de ferro permaneça relativamente equilibrado.”

No médio prazo, a visão também segue positiva, apoiada na tese de restrição de oferta. Para os analistas, os persistentes desafios de suprimento devem sustentar os preços do minério de ferro acima de US$ 100 a tonelada por mais tempo. Para 2024, eles estimam que o preço médio do produto deve ficar em US$ 105 a tonelada.

Banco do Brasil (BBAS3)

A instituição abre o bloco dos papéis de dividendos com cinco recomendações em abril. Em relatório, o BTG Pactual lembra que as estimativas oficiais sugerem um crescimento de 8% no lucro por ação do BB neste ano.

Além disso, com um dividend yield (retorno via proventos) projetado de cerca de 11% para o período, os analistas acreditam que ainda há retorno a ser capturado. Eles destacam que, na divulgação do balanço do quarto trimestre, o banco informou que seu conselho de administração aprovou um aumento na fatia do lucro a ser distribuída aos acionistas em 2024, de 40% para 45%.

BB Seguridade (BBSE3)

Na avaliação do BTG, a companhia destaca-se como uma opção “excepcionalmente defensiva”, por diversos fatores, tais como: ausência de risco de inadimplência; margens elevadas; cenário competitivo favorável; histórico de boa governança corporativa; e distribuição ao redor de 90% a 95% dos lucros. “Acreditamos que a BB Seguridade pagará mais do que seu valor de mercado em dividendos até 2033 (quando o acordo com o BB terminar), tornando-se uma das teses ‘mais seguras’ para este ano.” O retorno com proventos projetado pelo BTG para 2024 é de 11%.

Telefônica Brasil (VIVT3)

A companhia, dona da marca Vivo, é a maior operadora de telefonia móvel do Brasil. Na avaliação da Ágora, as empresas de telecomunicações estão se beneficiando de tendências operacionais positivas, “que provavelmente resultarão numa boa geração de caixa e, portanto, em potenciais retornos para os acionistas”. A corretora destaca ainda que os gastos e investimentos permanecem sob controle. “Vemos VIVT3 com um rendimento de dividendos de 7,0% para este ano, oferecendo assim uma boa proteção para os investidores.”

Itaú Unibanco (ITUB4)

O banco divulgou mais um forte conjunto de resultados no balanço do quarto trimestre de 2023, especialmente em comparação com seus pares privados, afirma o BTG. Em relatório, os analistas comentam que a margem financeira e as receitas de prestação de serviço, por exemplo, superaram as estimativas. “Embora o retorno potencial das ações não seja tão alto como no passado (as ações subiram +40% nos últimos 12 meses), o payout [fatia do lucro distribuída aos acionistas] mais elevado e os resultados de alta qualidade mantêm o Itaú como uma de nossas preferências no setor.”

Petrobras (PETR4)

A BB Investimentos destaca que os números da estatal no quarto trimestre de 2023 vieram ligeiramente abaixo das expectativas de mercado, mas o real motivo para a queda das ações foi a ausência do anúncio de dividendos extraordinários.

“Vemos o episódio recente dos dividendos como ruído de curto prazo, dado que a companhia distribuiu um yield equivalente a 13,4% em 2023, e manteve a regra de distribuir 45% do fluxo de caixa livre, percentual superior aos principais pares globais.” Na opinião da corretora, a Petrobras se mantém com boas perspectivas de crescimento da produção, com custos de extração reduzidos, o que deve seguir produzindo boa geração de caixa e dividendos.

Márcio Anaya

Jornalista colaborador do InfoMoney