8 mitos e verdades sobre o Tesouro Direto

O diretor da Easynvest Título Corretora, Amerson Magalhães, afirma que um dos mitos é que não vale a pena investir por menos de 2 anos

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SÃO PAULO – Investir em títulos públicos, por meio do programa Tesouro Direto, é uma boa opção para os pequenos investidores, principalmente agora que os juros estão na casa dos dois dígitos. Mas apesar do baixo risco e dos retornos atrativos, os títulos públicos ainda não atraem muitas pessoas – de acordo com o Tesouro Nacional, são 396 mil CPFs cadastrados no programa, menos do que na Bovespa, que tem mais de 500 mil investidores em seus registros.

O diretor da Easynvest Título Corretora, Amerson Magalhães, ressalta que ainda existem alguns mitos em torno desta aplicação e esclarece o que é verdade e o que não é.

1) É fácil e barato investir 

VERDADE. Um dos principais diferenciais do Tesouro Direto é o pequeno valor exigido para o investimento inicial (aproximadamente R$ 100,00 atualmente). Além disso, Magalhães destaca a facilidade na hora de investir. “O investidor só precisa ter uma conta em um banco ou corretora, e não precisa nem sair de casa para fazer as transações, já que tudo pode ser feito pela Internet”, afirma.

É importante ficar atento em relação aos custos das operações, que podem variar de instituição para instituição. Além da taxa cobrada pela corretora, também é cobrada semestralmente a taxa de custódia da BM&FBovespa, de 0,3% sobre o valor total dos títulos.

2) É preciso ficar com o título até o vencimento

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MITO. Não é obrigatório que o investidor permaneça com o título até a sua data de vencimento. Se precisar, ele pode vender seu título antes do vencimento, diretamente ao Tesouro Nacional, pelo seu valor de mercado – todas as quartas-feiras o Tesouro faz a recompra de títulos.

No entanto, é preciso lembrar que os títulos prefixados possuem volatilidade no mercado secundário e quem vender antes pode até mesmo perder dinheiro. “O investidor tem que tomar cuidado para ajustar a sua necessidade com a data de vencimento do título. Se ele vai precisar do dinheiro no curto prazo, não faz sentido comprar um título de longo prazo. Também é importante ficar atento ao Imposto de Renda, cuja alíquota é maior para resgastes realizados em prazos menores”, diz Magalhães.

3) A rentabilidade do Tesouro Direto pode ser maior do que a poupança

VERDADE. Com a taxa de juro no patamar atual, a poupança rende cerca de 0,5% ao mês mais a variação da Taxa Referencial (TR). “Com a alta da inflação e da taxa Selic, quem deixa seus recursos concentrados na poupança está perdendo dinheiro”, afirma Magalhães.

Os títulos do Tesouro atrelados à inflação (NTN-B), por exemplo, pagam, atualmente, 6% a.a mais a variação do IPCA. Ou seja, o investidor fica protegido do aumento dos preços e tem um ganho real de 6% a.a. “Para comparar qual a opção mais rentável, o investidor precisa observar algumas variáveis, como valor investido, vencimento do título e as taxas envolvidas”, destaca o especialista.

 4)  Não vale a pena investir por menos de 2 anos, por conta do imposto de renda

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MITO. Ainda que haja incidência do Imposto de Renda, as aplicações no Tesouro Direto podem ser mais vantajosas. É claro que, quanto mais tempo o valor ficar investido, menor a alíquota cobrada e, consequentemente, o rendimento líquido. As taxas variam de 22,5% para aplicações de até 180 dias e chegam até 15%, para aplicações acima de 720 dias.

 5)   É uma boa opção para o curto, médio e longo prazo

VERDADE. O Tesouro Direto possui títulos interessantes para o curto, médio e longo prazo. “Para quem pensa no curto prazo, os títulos pós-fixados são boas opções, pois são corrigidos diariamente pela Selic. Para os que pensam no médio prazo, os títulos prefixados podem ser boas alternativas. Já para os que pensam em aposentadoria, o melhor é optar por um título que siga a inflação”, sugere.

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É importante observar a data de vencimento e conhecer as características de cada título para escolher a melhor opção de acordo com o objetivo e prazos determinados.

6)  O resgate antes do vencimento é sempre ruim

MITO. Quem decidir vender um título prefixado antes do vencimento corre o risco de resgatar um valor inferior ao aplicado caso, nesse meio tempo, tenha ocorrido uma elevação na taxa de juros. No entanto, o diretor da Easynvest lembra que se ocorrer uma redução na taxa de juros o rendimento será superior a taxa prefixada.

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 7)  É um investimento com baixo risco de crédito

VERDADE. Os investimentos em Tesouro Direto possuem garantia do Governo Federal, emissor dos títulos, que é o melhor pagador. Portanto, o risco de crédito destes títulos é baixíssimo, aponta Magalhães.

8) Tesouro Direto só é bom para quem investe muito

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MITO. A remuneração dos títulos do Tesouro Direto é a mesma tanto para quem investe pouco, quanto para quem aplica quantias maiores. “É um produto democrático, a rentabilidade antes disponível só para grandes investidores agora também é acessível aos pequenos”, conclui o executivo.

Diego Lazzaris Borges

Coordenador de conteúdo educacional do InfoMoney, ganhou 3 vezes o prêmio de jornalismo da Abecip