8 FIIs de logística para investir no 2º semestre: confira a lista do Itaú BBA

Para o Itaú BBA, mesmo com juros em patamar elevado, o setor segue como uma das teses mais resilientes da indústria de FIIs

Vinicius Alves

Ativos mencionados na matéria

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O Itaú BBA reiterou sua visão positiva para o segmento de galpões logísticos e manteve oito recomendações de compra entre os dez fundos analisados na mais recente carteira de FIIs para o segundo semestre.

Avaliação considera o bom desempenho operacional do setor no primeiro semestre de 2025, com vacância em queda, absorção ainda elevada e demanda consistente por espaços de qualidade — mesmo em um ambiente macro mais restritivo.

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Segundo o banco, o setor encerrou o segundo trimestre com vacância de 7,67%, muito próxima da mínima histórica, mesmo diante do maior volume de estoque já registrado no país.

No acumulado do ano, foram entregues 1,05 milhão de m² em novas áreas, volume que foi absorvido pelo mercado, que registrou 1,18 milhão de m² de absorção líquida.

Entre os fundos analisados, receberam recomendação de compra os seguintes FIIs logísticos: BRCO11, BTLG11, HGLG11, KNRI11, LVBI11, RBRL11, VILG11 e XPLG11.

HSLG11 e TRBL11 foram classificados como neutros.

FIIs Ticker Dividend Yield (Mês)Recomendação
Bresco Logística BRCO110,82%Compra
BTG Pactual LogísticaBTLG110,79%Compra
Patria LogHGLG110,72%Compra
Kinea Renda Imobiliaria KNRI110,73%Compra
VBI Logístico LVBI110,74%Compra
RBR LogRBRL110,90%Compra
Vinci Logística VILG110,91%Compra
XP Log XPLG110,84%Compra
HSI Logística HSLG110,84%Neutro
Tellus Rio Bravo Renda Logística TRBL111,09%Neutro
Fonte: Itaú BBA

Para avaliação, o Itaú BBA levou em consideração os ativos mais bem localizados — próximos dos grandes centros de consumo.

E-commerce vem impulsionando segmento

A instituição observa ainda que o avanço do e-commerce e o crescimento de varejistas estrangeiras, como Shopee e Shein, seguem impulsionando a ocupação de galpões em regiões estratégicas, sobretudo no estado de São Paulo.

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No Rio de Janeiro, embora a taxa de vacância permaneça mais elevada (10,7%), o indicador vem recuando diante da baixa oferta de novos projetos.

Em São Paulo, a vacância subiu marginalmente para 9,2% após a entrega de 516 mil m² no trimestre, mas segue em níveis considerados saudáveis.

Assim, para o banco, mesmo com juros em patamar elevado, o setor segue como uma das teses mais resilientes da indústria de FIIs e tem potencial de continuar entregando crescimento de receita e distribuição de rendimentos nos próximos trimestres.

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