4 lições da crise para quem investe

Não se ater a apenas um ativo, diversificar portfólio e não ter excesso de confiança são algumas das lições tiradas

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SÃO PAULO – A crise econômica que se iniciou nos Estados Unidos em 2008 já viveu seu auge, mas ainda deixa muitas marcas e lições. Em 2008, muitas ações desabaram e causaram  desespero nos investidores – muitos venderam seus papéis depois de vê-los em queda livre e amargaram fortes prejuízos. Mas, mesmo com as perdas decorrentes da queda das bolsas, ainda assim podemos enxergar um saldo positivo da crise.

O que aconteceu  deixou marcas e ensinamentos que, com certeza, os acionistas não devem esquecer tão rápido. Considerando toda a situação vivida, o colunista do site Market Watch, Jonathan Burton, elencou 4 lições tiradas do que seria o 2º crash da bolsa. 

1ª – Diversificar sempre ajuda
É claro que existem gestoras melhores do que outras, mas em situações de pânico como a vivida em 2008, nem sempre elas resistem e acabam entrando na bola de neve que se segue.

“Uma lição para os investidores é que quando o pessimismo é maior, muitos investimentos que normalmente traçam seu próprio caminho acabam se juntando ao resto. Um mercado em queda livre esmaga tudo em seu caminho, assim como um impulso positivo tende a levantar todos os barcos”, afirma Burton.

A dica é diversificar com ativos que não estejam conectados. Portanto, aplicar em ações, fundos, ouro, commodities e imóveis pode ser interessante.

2ª – Esteja seguro no auge da crise
Quando você pensar em renda fixa, é sempre importante considerar ativos que estejam ligados à dívida do governo. No caso brasileiro, títulos públicos do Tesouro Direto são uma boa escolha para se manter mais seguro em meio às turbulências – afinal, o risco do país quebrar é muito menor do que um banco ou empresa.

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“Os títulos públicos são um dos raros investimentos que têm chance de oferecer bons rendimentos em crises de curto prazo, quando outros ativos caem. Por outro lado, eles podem estar entre os piores desempenhos quando a economia e o mercado de ações decolarem”, aponta o colunista.

3ª – Gestores não podem lhe salvar de um mercado em baixa
Nem sempre gestores de fundos conseguem bater os índices do mercado. Nessas horas, os investidores acreditam que a gestão vai mudar de estratégia e ficar em uma posição defensiva. No entanto, cada gestor possui um estilo e muitas vezes pode não ser exatamente aquele que você imaginava.

Quando os mercados caem, dificilmente alguém consegue sair ileso dos danos causados. Mas uma saída, em alguns momentos, é realmente se manter em uma posição de defesa, que foi o que alguns investidores fizeram ao longo de 2008 ao abraçarem ETFs (Exchange Traded Funds) como uma maneira de ajustar suas alocações no portfólio e diminuir os riscos.

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4ª – Cuidado pensamentos extremos
Nunca deve-se pensar que os resultados serão diferentes desta vez no mercado de ações. Pensando dessa maneira, os investidores se esquecem do que já aconteceu e muitas vezes não aprendem com as lições tiradas . Portanto, não tenha excesso de confiança. Ao mesmo tempo, também não se pode optar por vender tudo ao menor sinal de uma crise, sem ao menos fazer uma análise mais profunda.

Para evitar extremos, Burton sugere aos investidores que eles façam algumas perguntas a si mesmos antes de tomar qualquer atitude. “Qual retorno você espera anualmente? Por quanto tempo? Você está correndo um risco muito grande ou muito pequeno? Você está retirando vencedores e adicionando perdedores? Você tem dinheiro suficiente para não ser obrigado a vender em uma situação de pânico?”.

A sugestão do Diretor do Centro Schwab, Mark Riepe, é construir uma carteira sólida e diversificada que prospere em diversos ambientes. Sempre lembrando de estar atento e fazer os ajustes necessários de acordo com o cenário econômico.