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SÃO PAULO – O objetivo de todos os investidores é conseguir montar uma carteira balanceada, que ofereça um retorno interessante com o risco que ele está disposto a correr. Mas antes de definir exatamente quais ativos comprar e quanto investir em cada aplicação, é interessante se atentar para alguns conceitos básicos. O site The Telegraph listou algumas dicas para você montar um portfólio personalizado e o InfoMoney selecionou algumas. Confira:
1 – Identifique suas metas
Identificar qual o seu apetite por riscos é fundamental ao selecionar um investimento, mas existem outras questões que o investidor deve se fazer também. Qual é o meu prazo? Preciso de uma porcentagem X ao ano para atingir meu objetivo? Tenho que bancar pessoas que dependem de mim ou arcar com outras responsabilidades financeiras?
Ao analisar questões básicas como essas é possível ter uma maior noção do risco que se corre, mas isso não quer dizer que seu investimento não possa ter uma performance abaixo da esperada. Por isso, a sugestão é alocar seu dinheiro em diferentes aplicações para diferentes objetivos, assim como pagar as mensalidades escolares dos filhos, comprar uma casa nova ou pensar na aposentadoria.
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2 – Barato não quer dizer maior satisfação
O objetivo de um investimento é trazer segurança e rentabilidade àqueles que aplicam, mas atualmente, uma preocupação muito recorrente são as taxas cobradas por essas aplicações. Taxas de administração, corretagem, custódia são alguns exemplos e podem fazer diferença no final das contas.
No entanto, é preciso ficar atento. “Só porque um fundo é barato não significa que ele vai atingir sua meta”, alerta a Gerente de Riqueza Philippa Gee. “Da mesma forma que um fundo ser caro não significa que ele é superior. Sendo assim, é preciso estar atento às taxas cobradas em relação à performance que o investimento apresenta, assim como os custos com a plataforma e com a movimentação do dinheiro”.
3 – Diversificação
Um portffólio balanceado deve mesclar aplicações mais seguras e líquidas com outras um pouco mais arriscadas e com uma liquidez menor. De acordo com o site, o investidor deve sempre ter um “colchão” de proteção, com aplicações mais sólidas, e a partir daí poderá se arriscar mais em participações mais ousadas, pois terá um porto seguro em casos de perdas.
“Em um mundo de alta correlação, riscos macroeconômicos e baixos rendimentos, os investidores estão sendo forçados a procurar novas fontes de renda e retorno”, afirma Tom Becket, da Psigma. “Encontrar tais produtos é mais difícil nesse momento, mas para quem está disposto a pensar fora da caixa, existem alguns investimentos com ofertas tentadoras”.
O The Telegraph ressalta que aplicações alternativas, como private equity, commodities e moedas, estão sendo cada vez mais procuradas para diversificar a carteira e melhorar os retornos no longo prazo.
4 – Reveja suas participações regularmente
Um bom profissional sempre lhe dirá que é preciso rever sua carteira e fazer os ajustes necessários, de acordo com o momento em que você vive e com a sua aceitação ao risco. Por isso, a dica é sempre deixar marcado na agenda para ficar de olho em sua carteira.
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“Fundos de risco não são um investimento qualquer”, ressalta o especialista da Chelsea Financial Services, Darius McDermott. “Sua tolerância ao risco e objetivos vão mudar com o decorrer do tempo, então é necessário rever seus investimentos – nós sempre dizemos para os investidores olharem seus portfólios ao menos uma vez ao ano, quando não duas”.
Se você não fizer uma revisão semestral nos seus investimentos, especialistas apontam algumas fases da vida como o momento de fazer mudanças nos portfólios. Situações como a compra de um imóvel, se tornar um pai ou avô e mudança de trabalho exigem este tipo de alteração no portfólio.