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3 ações que podem subir 60% nos próximos 12 meses

A Coinvalores afirmou que as ações da companhias Iochpe-Maxion, Magnesita e Paranapanema irão se destacar nos próximos 12 meses

SÃO PAULO – Três, entre 75 ações da Bovespa analisadas pela Coinvalores em seu relatório mensal de Análise de Mercado, tem potencial para subir 60% ou mais, de acordo com o preço-alvo de 12 meses calculado pela corretora.

As ações das companhias Iochpe-Maxion (MYPK3), Magnesita (MAGG3) e Paranapanema (PMAM3) foram as que mais se destacaram pelo seu potencial, segundo a análise da Coinvalores. Elas podem subir, respectivamente, 57,6%, 57,2% e 68,8%.

Iochpe-Maxion
A Iochpe-Maxion foi fundada em 1918, no estado do Rio Grande do Sul atuando inicialmente no ramo madeireiro. Atualmente as atividades da companhia desenvolvem-se majoritariamente em torno do mercado de autopeças, pela Divisão Rodas e Chassis, Divisão Fumagalli e Divisão Componentes automotivos, além da atuação no mercado de equipamentos ferroviários através da Amsted-Maxion. Possui plantas no Brasil, China e México bem como depósitos e escritórios espalhados pelo mundo.

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“Continuamos olhando com bons olhos para a diversificação de atuação da Iochpe-Maxion tanto em termos de mercados como em segmentos. Tal disposição operacional deve amenizar os potenciais efeitos da perspectiva de acomodação da demanda interna por veículos. Ademais, o segmento de vagões e fundidos ferroviários conta com perspectivas positivas no médio/longo prazo, sobretudo pela implacável necessidade de investimentos produtivos. Os pacotes governamentais de concessão de rodovias e ferrovias também devem se traduzir em impacto positivo para a Iochpe-Maxion. Nesse contexto, continuamos recomendando compra para suas ações”, disse o relatório.

Magnesita
A Magnesita é o terceiro maior produtor de refratários no mundo e conta com um vasto portfólio de materiais refratários: são mais de 13 mil tipos diferentes, de materiais monolíticos e tijolos convencionais a cerâmicas nobres, para revestir equipamentos que operam em altas temperaturas. Os produtos são utilizados, principalmente, pelos fabricantes de aço, cimento e vidro. A companhia opera 28 unidades industriais e de mineração, com capacidade de produção de refratários superior a 1,4 milhão de toneladas por ano.

As perspectivas para as operações da Magnesita no longo prazo continuam positivas, muito embora o cenário para a siderurgia também continue pressionado. Parte desse contexto tem relação direta com a estratégia da companhia de expandir sua base de produtos de minérios industriais, diminuindo a dependência ao setor de aço. Tal dinâmica dar-se-á por um projeto de Grafite e expansão de suas operações em Talco. Contudo, tais projetos devem surtir efeitos positivos sobre as margens da empresa somente no médio/longo prazo. Recentemente, a companhia concluiu a aquisição da Reframec, a fim de fortalecer sua liderança em um dos seus principais mercados, América do Sul. “Em suma, continuamos recomendando compra para seus papéis somente para investidores que vislumbrem retornos no longo prazo”, afirmou.

Paranapanema
A Paranapanema, fundada em 1961, atua no segmento de cobre e está posicionada como líder de vendas no mercado doméstico. Além disso, é a maior produtora não integrada de cobre refinado na forma de catodo, vergalhão, e fios de cobre, com participação de 98% no volume nacional produzido. Suas operações de fundição, refino de cobre primário e semimanufaturados de cobre e suas ligas estão distribuídas em quatro unidades industriais: Dias D’Ávila – BA, Utinga e Capuava em Santo André/SP e Serra – ES.

“Destacamos que a dinâmica do setor tem sido afetada em duas frentes. Do lado positivo, destacamos as medidas de incentivo anunciadas pelo governo que visam estimular a indústria de transformação, e, por conseguinte, os negócios da companhia. A contraparte negativa continua atrelada, ao complicado contexto macroeconômico que tem significado diminuição da confiança do empresário e reticência em investir. Foi nesse contexto, que a companhia apresentou fraco resultado operacional referente ao 2º trim/14. Contudo, no médio/longo prazo, a perspectiva de menos paradas para manutenção, que tem trazido impacto significativo para a companhia, bem como a retomada da confiança interna sustentam um cenário melhor”, concluiu.