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Carteira olímpica adiciona mais um ‘ativo’ que tem grande chance de medalha nos Jogos de Tóquio

Maior evento esportivo do planeta deveria ter acontecido no ano passado, mas foi adiado por conta da pandemia do coronavírus

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Rodrigo Pessoa (Instagram/Reprodução)
Rodrigo Pessoa (Instagram/Reprodução)

Os Jogos Olímpicos de Tóquio 2021 começam oficialmente em 3 dias. O maior evento esportivo do planeta deveria ter acontecido no ano passado, mas foi adiado por conta da pandemia do coronavírus.

Atualizamos a carteira de atletas brasileiros que têm chance de medalha — seriam as blue chips se estivessem na Bolsa. Como as carteiras de ações publicadas pelas corretoras, a carteira de atletas reúne os esportistas que estão em momento de valorização — com base dos resultados das últimas competições.

A carteira é atualizada periodicamente, sempre que o cenário mudar. A publicação é feita pelos profissionais do site Olimpíada Todo Dia, especializado em notícias sobre esportes olímpicos, que fechou uma parceria com o InfoMoney para a cobertura dos Jogos.

Nas últimas semanas, colocamos como boas opções os ativos Bruno Fratus (natação), Vôlei Masculino, Skate Park feminino, Gabriel Medina (surfe), Alison dos Santos (atletismo), Vôlei de Praia e Beatriz Ferreira (boxe).

Hoje, acrescentamos mais um: o Hipismo, que, se fosse uma ação, estaria com o preço em máximas históricas, com tendência de alta em Tóquio.

Hipismo – Saltos

O hipismo é um esporte não tão popular e com pouco espaço na grande mídia brasileira, mas ainda de bastante tradição olímpica para o país. Até hoje, foram três medalhas conquistadas, sendo duas de bronze e uma de ouro.

As três contaram com a participação de Rodrigo Pessoa. Filho do cavaleiro Nelson Pessoa, que por sinal se tornou o o brasileiro mais velho a disputar uma edição de Jogos Olímpicos, Rodrigo desde cedo foi um talento nato e conseguiu a façanha de ser campeão mundial em 1998.

Antes disso, no entanto, já havia brilhado na estreia olímpica em Barcelona 1992, quando terminou em 9º lugar com apenas 19 anos. Quatro anos mais tarde, ajudou a equipe brasileira a levar a primeira medalha de bronze nos saltos, feito histórico que conseguiu repetir quatro anos mais tarde, em Sydney 2000.

A Olimpíada de Sydney, por sinal, ficou marcada para Rodrigo Pessoa. Melhor cavaleiro do mundo à época, era favorito a levar o ouro na prova individual com seu cavalo Baloubet du Rouet. Uma refugada do animal, entretanto, acabou com o sonho. Mostrando força e superação, Rodrigo e Baloubet foram novamente aos Jogos de Atenas 2004 e dessa vez, terminaram no topo do pódio.

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A Olimpíada de Tóquio 2021 será histórica para Rodrigo Pessoa. Essa será a sua sétima participação, o que o torna ao lado do velejador Robert Scheidt e da jogadora de futebol Formiga, ambos presentes no Japão, como o brasileiro com mais participações em Jogos Olímpicos.

Pessoa poderia ser o líder isolado em participações se tivesse ido aos Jogos do Rio em 2016. O cavaleiro acabou sendo convocado para ser reserva e abdicou da vaga. Entre 2017 e 2019, Rodrigo atuou como técnico da seleção de saltos da Irlanda e ajudou os europeus a se classificarem para a Olimpíada de Tóquio.

Em paralelo, continuou montando para se manter em forma e conseguiu encontrar um cavalo que lhe possibilitou formar um conjunto competitivo. Ele voltou a competir de maneira regular no ano de 2020, obteve resultados empolgantes e terminou com a convocação olímpica.

Nomes fortes

O melhor cavaleiro do Brasil atualmente, no entanto, é Marlon Zanotelli. O atleta de São Luis, no Maranhão, vive e compete na Europa e constantemente figura entre os melhores nas principais competições do mundo.

No último ciclo olímpico então, Zanotelli subiu muito de produtividade, a ponto de conseguir no início desse mês uma histórica sétima colocação do ranking mundial. No último final de semana, foi ao pódio em um importante concurso de saltos na Holanda.

Marlon Zanotelli (Peggy Schroeder/Divulgação)
Marlon Zanotelli (Peggy Schroeder/Divulgação)

O terceiro cavaleiro é o experiente Pedro Veniss. Assim como Zanotelli, o atleta vive e compete na Europa, e também obteve resultados significativos nos últimos meses. Veniss foi convocado apenas na semana passada devido a uma lesão no cavalo de Luiz Francisco Azevedo.

Em 2019, Veniss participou (ao lado de Zanotelli) da equipe que levou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima e que classificou o Brasil para Tóquio. Suas performances recentes e as duas participações olímpicas no currículo agregarão muito na equipe.

Pedro Veniss (Luis Ruas/Divulgação)
Pedro Veniss (Luis Ruas/Divulgação)

Completa o time Yuri Mansur. Conhecido no mundo do hipismo por competir de jaqueta amarela, o cavaleiro paulista fará sua estreia nos Jogos. Mesmo sem experiência olímpica, Mansur é outro que vive obtendo bons resultados nas principais competições do mundo. Em agosto, por exemplo, conseguiu um quarto lugar em uma das mais prestigiadas competições em Saint Tropez, na França.

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Zanotelli, Pessoa, Veniss e Mansur não são exatamente favoritos à medalha, mas com certeza podem surpreender. Todos levaram títulos ou subiram ao pódio em competições em 2021. Agrega valor ao ativo ainda o fato do treinador ser Philippe Guerdat, campeão olímpico treinando a equipe da França em 2016.

Brigarão pelo pódio com Estados Unidos, Suécia, França, Bélgica, Irlanda, Suíça e Alemanha. Se fosse um ativo listado em Bolsa, poderíamos dizer que o hipismo possui um preço bastante descontado e que tem tudo para explodir nos Jogos Olímpicos deste ano.

Yuri Mansur (Instagram/Reprodução)
Yuri Mansur (Instagram/Reprodução)

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