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Moody's corta rating da OGX um dia após rebaixamento da S&P

Em 14 de junho, Fitch havia revisado OGX e S&P rebaixou rating nesta terça-feira; Moody's destaca produção de petróleo baixa e problemas de caixa da companhia

OGX 06 - Primeiro poço produtor
(Divulgação OGX)

SÃO PAULO - Em menos de um mês, as três grandes agências de classificação de risco rebaixaram o rating das ações da OGX Petróleo (OGXP3). Na noite da última terça-feira, foi a vez da Moody's rebaixar o rating da companhia de B2 para Caa2 - uma das piores notas do grau especulativo -, com perspectiva negativa, mesmo dia em que a Standard & Poor's também rebaixou a companhia. Em meados de junho, a Fitch havia rebaixado o rating para CCC.

Essa ação da Moody's conclui a revisão de rating iniciada em 9 de abril de 2013. De acordo com a vice-presidente da agência, Gretchen French, o rebaixamento do rating da OGX é guiado pela fraca produção de petróleo e devido aos problemas de fluxo de caixa, prejudicando negativamente a cobertura para os ativos da empresa sem garantia de notas. Já a perspectiva negativa reflete as restrições quanto ao perfil de liquidez até 2014. 

A agência destaca que os níveis de produção de petróleo da OGX estão substancialmente abaixo das expectativas originais, como resultado da complexidade geológica já antecipada no campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos. Na última segunda-feira, foi anunciada a suspensão do desenvolvimento de três poços, em Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia.

Com isso, a OGX deve apresentar uma liquidez restrita nos próximos 12 a 18 meses, com a expectativa de que terá que procurar opções alternativas de liquidez a fim de cumprir as suas obrigações operacionais e financeiras. Enquanto espera-se que a OGX conclua a venda da participação de 40% do campo de Tubarão Martelo nos próximos meses, a empresa ainda terá que buscar outras fontes de liquidez para atender às suas necessidades de financiamento até 2014.

Neste cenário, aponta, a fonte de liquidez seria o exercício de R$ 1 bilhão da put - opção de venda - que foi outorgada por Eike Batista em outubro de 2012. A opção de venda expira em 1 de maio de 2014 e deve ser exercida caso a OGX não encontre alternativas para as suas necessidades de capital, conforme determinado por integrantes da diretoria. Outras fontes de liquidez poderiam vir da venda de ativos adicionais ou parcerias. 

Segundo a agência, a classificação pode ser revisada para baixo se a empresa não ter sucesso na construção de um colchão de liquidez enquanto a avaliação poderia ser revisada para cima - mesmo que improvável - caso a companhia melhore o seu perfil de liquidez e demonstre melhores perspectivas no crescimento da produção e para o seu capital. 

 

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