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Sem viabilidade econômica, OGX suspende desenvolvimento de 3 poços em Tubarão Azul

Companhia afirmou ter concluído análise detalhada do comportamento dos poços de produção do campo, destacando que não há tecnologia capaz de viabilizar investimento

OGX 03 - Primeiro Oleo
(Divulgação OGX)

SÃO PAULO - A OGX Petróleo (OGXP3) anunciou a suspensão do desenvolvimento dos campos de Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia, além da adequação do afretamento de unidades de produção, em comunicado ao mercado enviado na manhã desta segunda-feira (1).

A companhia afirmou ter concluído uma análise detalhada do comportamento de cada um dos três poços de produção do campo de Tubarão Azul desde o início da produção até a presente data. 

"O resultado dessa análise foi no sentido de que não existe, no momento, tecnologia capaz de viabilizar economicamente qualquer investimento adicional nesse campo visando aumentar o seu perfil de produção e os poços atualmente em operação poderão cessar de produzir ao longo do ano de 2014", informou a companhia.

O aluguel pelo afretamento do FPSO OSX-1, plataforma conectada ao Campo de Tubarão Azul, continuará a ser pago à OSX Brasil (OSXB3) nos termos do respectivo contrato. A companhia afirmou que irá submeter a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) uma revisão do Plano de Desenvolvimento com base nas conclusões resultantes da referida análise.

De acordo com a companhia, o comportamento dos poços produtores de Tubarão Azul levou a OGX a reprocessar e reinterpretar os dados geológicos e geofísicos existentes, o que permitiu a construção de novo modelo de reservatório, onde ficou evidente a intensa compartimentalização e descontinuidade desses reservatórios, o que compromete a produtividade dos mesmos.

"Dessa forma, a companhia concluiu que não existe, no momento, tecnologia capaz de tornar economicamente viável o desenvolvimento dos campos de Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia", afirmou.

Companhia suspenderá desenvolvimento dos campos
Diante desse fato, a companhia submeterá à ANP requerimento no sentido de suspender o desenvolvimento dos campos indicados nos termos da cláusula 7.5 do respectivo Contrato de Concessão. O aluguel pelo afretamento do FPSO OSX-2, plataforma que seria utilizada nesse desenvolvimento, será pago a OSX nos termos do respectivo contrato a partir de janeiro de 2014 e até que essa unidade seja vendida ou destinada a outro local.

Já o Campo Tubarão Martelo continuará a ser desenvolvido normalmente, com primeiro óleo previsto para o 4º trimestre de 2013, conforme cronograma já divulgado. As unidades FPSO OSX-3 e WHP-2 que serão instaladas nesse campo terão o prazo do contrato de afretamento ajustado de forma a dar para a OGX o direito de terminar os contratos sem ônus a partir do 13º e 12º anos, respectivamente. Tal modificação do contrato de afretamento do FPSO OSX-3 somente entrará em vigor após a amortização total pela OSX do financiamento contraído pela mesma para construção da unidade, previsto para 2015.

Em função dos eventos informados, as partes celebraram um acordo pelo qual a OGX terá um desembolso imediato de caixa para a OSX no valor aproximado de US$ 449 milhões. Pelo acordo, aproximadamente 70% desse montante será empregado no pagamento de custos de construção do FPSO OSX-3 e WHP-2.

Por fim, a companhia informou que não devem mais ser consideradas válidas as projeções anteriormente divulgadas, inclusive as que dizem respeito a suas metas de produção.

Já o diretor presidente da OSX, Carlos Bellot, destacou que, “dando continuidade à execução do novo Plano de Negócios da OSX, a atualização do relacionamento contratual com nossa cliente OGX reflete nosso compromisso de adaptação da OSX à conjuntura existente, com a firme disciplina de capital necessária à otimização de nossos excelentes ativos, disponíveis para a atender a vasta demanda de equipamentos de produção de petróleo existente no País”.


 

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