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SÃO PAULO – O resultado da Brasil Insurance (BRIN3) divulgado na noite de sexta-feira (28) foi muito mal recebido pelos investidores nesta segunda (31). Contudo, a derrocada dos papéis pode abrir uma boa oportunidade para quem investe pensando nos dividendos das empresas.
Com queda de 58,5% no lucro líquido do 4º trimestre de 2013, somando R$ 13,9 milhões, a holding de corretoras de seguros viu suas ações despencarem 28,6% nesta sessão, indo de R$ 16,35 (fechamento de sexta) para R$ 11,41, fechamento desta segunda e que coincide com a mínima do dia. Do lucro acumulado em 2013 (R$ 104 milhões), a companhia anunciou que distribuirá R$ 98 milhões e, como R$ 56,4 milhões dessa quantia já foram pagos ao longo de 2013, resta distribuir R$ 31,6 milhões, o equivalente a R$ 0,435 por ação.
Essa quantia representava um “dividend yield” (dividendo pago por ação/cotação da ação) de 2,66% se levássemos em conta o fechamento da última sexta-feira. Contudo, com a derrocada das ações, esse yield disparou 43,3%, indo para 3,81%, de acordo com o preço final desta sessão.
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O dividend yield ajuda a mostrar ao investidor quantas “ações” ele está recebendo em dividendos. No caso da Brasil Insurance, quem comprou o papel na mínima do dia receberá o equivalente a 3,81 ações em dividendos por cada lote de 100 ativos – quantidade mínima para ser negociada no mercado não-fracionário. Dessa forma, quanto menor o preço da ação, maior será a representatividade do dividendo sobre o que ela vale.
Os dividendos serão pagos em 15 de maio, tendo como base a posição acionária de 30 de abril. Com isso, os papéis BRIN3 ficam “ex dividendos” no dia 2 de maio, ou seja, só receberão os dividendos quem tiver ações no dia 30 de abril.