B2W e MGLU avaliadas

XP eleva Via Varejo para compra em análise minuciosa do setor

Equipe de análise do Grupo XP avaliou as operações digitais de parte das maiores varejistas do país  

Ponto Frio, Via Varejo
(Divulgação)

SÃO PAULO – A equipe de análise do Grupo XP elevou a recomendação da ação da Via Varejo (VVAR3) de neutro para compra, com preço-alvo de R$ 8.90 para 2020 – um potencial de valorização de 27% ante o fechamento de quarta-feira (28).

A mudança de visão foi comunicada após um evento em que os analistas se reuniram com representantes de algumas das maiores empresas brasileiras do setor, incluindo Magazine Luiza, B2W, OLX, Delivery Center e a própria Via Varejo, para discutir, especificamente, o cenário do e-commerce.

O case da Via Varejo foi o grande destaque do relatório posteriormente divulgado pela equipe (leia na íntegra neste link). Sob nova direção, a ação da empresa já apresentou alta de 40% desde o anúncio de que a família Klein retomou o controle das operações. Mesmo assim, a XP vê potencial de novas altas.

“Na nossa visão, [a empresa] está virando uma página e terá uma história de recuperação em 2020”, escreveu a analista Mariana Vergueiro em sua recomendação. Isso porque, apesar do momento desafiador, a nova gestão implementou mudanças essenciais para aumentar a eficiência das mais de mil lojas físicas e da operação digital.

“Para o segundo semestre, acreditamos que os resultados do ecommerce continuarão pressionados, com impacto negativo nos números consolidados. A partir de 2020, estimamos melhora gradual dessa operação, mas ressaltamos que nossas premissas para o online são conservadoras tendo em vista a complexibilidade do negócio”, resume o relatório.

B2W: nova era

Assim como Via Varejo, a B2W (BTOW3), que compreende as operações da Submarino, Americanas.com, Soptime e Sou Barato, a B2W passa por um momento de “transformação radical na experiência o cliente”, passando por esforços pela diminuição dos prazos de entrega, aceleração do braço financeiro Ame Digital e outras mudanças de gestão. Um aumento de capital de R$ 2,5 bilhões faz parte dessa estratégia.

A XP está otimista com as iniciativas, principalmente dentro do escopo O2O (online to offline), e manteve recomendação de compra para o papel. “Vemos a B2W como uma história que envolve a combinação de aceleração do crescimento de vendas com expansão de margem e melhora na dinâmica de geração de caixa”, diz a tese de investimento para o papel. O preço-alvo da XP é de R$ 58 por ação, upside de 30,6%.

Magazine Luiza: exagero?

Das varejistas listadas com cobertura pela XP, o Magazine Luiza (MGLU3) é a que ficou com recomendação neutra, apesar de apresentar pilares estratégicos vencedores, na opinião dos analistas.

“Apesar da visão construtiva, não vemos um potencial de alta significativo nas ações nos patamares atuais, o que justifica a manutenção da nossa recomendação Neutra”, resume Mariana Vergueiro. O preço-alvo para 2020 é de R$ 39 por ação, potencial de valorização de 11,7%.  

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