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SÃO PAULO – A Cemig (CMIG4) apresentou bom resultado no terceiro trimestre, afirmaram a Concórdia e o Credit Suisse. Na opinião dos analistas, a companhia apresentou um resultado consistente, com um importante aumento no volume de vendas, de 6% e um aumento de 10,7% na receita líquida.
Segundo o analista da Concórdia, Leonardo Zanfelicio, o bom resultado operacional é devido ao aumento de 10,7% na receita líquida, impulsionado pelo crescimento no volume de vendas consolidado, além de um reajuste em relação à inflação dos ativos da Taesa (TRNA11) de R$ 177 milhões, assim como o reajuste das tarifas da Cemig. Os ganhos de margem, com menor evolução nas despesas operacionais e com menor número nas linhas de benefício de emprego, além da estabilidade na conta de royalties.
Já os analistas do Credit Suisse, Vinicius Canheu e Adelia Souza, avaliaram que os resultados em relação à transmissão e geração de energia estiveram em linha com as estimativas da corretora, devido ao estável perfil do negócio. O Credit avaliou que, apesar de não representar ganhos monetários, o ajuste em R$ 177 milhões da Taesa são positivos para a empresa, desde que aumenta o lucro líquido consolidado, que é baseado na distribuição de dividendos da Cemig.
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Redução do lucro líquido e investimentos da companhia
Segundo Zanfelicio, a leve redução de 0,3% do lucro líquido na comparação anual, com um total de R$ 657 milhões, decorre da expansão da despesa financeira líquida – associada ao aumento do endividamento e da correção monetária e cambial sobre o saldo da dívida – e da maior alíquota efetiva do IR (Imposto de Renda).
“Em relação aos desembolsos dos investimentos, estes têm ficado abaixo do estimado pela empresa para este ano, contudo, o montante não realizado deverá ser incorporado ao guidance do próximo ano”, afirmou Zanfelicio.
Perspectivas e Recomendações
O analista da Concórdia ressalta que as discussões da Cemig com o governo mineiro com relação a um saldo devedor do estado com a companhia elétrica estão na pauta da companhia, com expectativas de ganhos futuros. Porém, pondera, não há definição sobre os valores dessa liquidação. Zanfelicio reitera a recomendação de compra para os ativos CMIG4, com preço-alvo de R$ 41,27 por ação, configurando um potencial de valorização de 40,09% em relação ao fechamento de quinta-feira (17).
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Já o Credit Suisse vê como positivas as perspectivas para a empresa, considerando-a como a de melhor relação risco-retorno do setor, com ações sendo negociadas a múltiplos de 8,8 vezes para 2011 e 8,3 vezes para 2012 do preço em relação ao lucro da empresa. Os analistas seguem com recomendação de compra da empresa, com preço-alvo para novembro de 2012 de R$ 35,00 – o que configura um potencial de valorização de 18,81% em relação ao fechamento de quinta-feira.
Confira o resultado da Cemig no 3T11
| em US$ milhões | 3T11 | 3T11E** | 3T10 | 2T11 | 3T11/3T11E | 3T11/3T10 | 3T11/2T11 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Receita Líquida | 4.047,4 | 3.813 | 3.654,5 | 3.820 | +6,15% | +10,8% | +5,9% |
| Lucro Líquido | 657,3 | 588 | 659,7 | 523 | +11,79% | -0,5% | +25,6% |
| Ebitda* | 1.500,8 | 1.360 | 1.242,1 | 1.267 | +10,30% | +20,9% | +18,5% |
| Margem Ebitda** | 37,1% | 35,7% | 34,0% | 33,2% | +1,4p.p. | +3,1 p.p. | +3,9 p.p. |
*Geração operacional de caixa ou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização
** Relação percentual entre receita líquida e Ebitda
***Estimativas do Credit Suisse