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SÃO PAULO – Segundo relatório da Ativa Corretora, publicado nesta sexta-feira (22), as novas medidas do Governo para combater a valorização do real são prejudiciais para a bolsa e, consequentemente, para as ações da BM&F Bovespa (BVMF3).
Dessa forma, a corretora recomenda uma exposição neutra ao papel, que tem um preço-alvo de R$ 14,94 para dezembro deste ano, upside (potencial teórico de valorização) de 9,45% frente ao último fechamento.
Avaliação
Segundo a analista Luciana Leocadio, as medidas têm como objetivo fechar as brechas pelas quais os investidores estrangeiros poderiam escapar da cobrança do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que teve sua alíquota elevada, em operações de renda fixa, de 4% para 6% nesta semana.
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A analista avalia que o impacto disso para as ações da BM&F Bovespa deve ser limitado, uma vez que não deve atingir significativamente os volumes negociados, pelo menos num primeiro momento. Outro ponto destacado é de que as instituições financeiras constituem apenas 5% dos doadores de BTC – entidades que realizam empréstimo de ações.
O lado negativo destes anúncios, segundo a analista, é o incremento da percepção de risco acerca do mercado brasileiro para o investidor estrangeiro, diante do temor de que ocorra extensão das medidas para o mercado de renda variável, fato que deve pesar sobre as ações da BM&F Bovespa.
Novas medidas
Na última quinta-feira, o CMN (Conselho Monetário Nacional) e o Banco Central anunciaram novas medidas para conter a apreciação do real.
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A resolução nº 3914 do CMN proíbe que as instituições financeiras façam empréstimo de ativos para investidores estrangeiros com objetivo de garantir operações no mercado de derivativos.
Por sua vez, a resolução nº 3915 torna compulsória a realização de operações de câmbio simultâneo a todas as migrações internas de recursos em reais destinados à constituição de margens de garantia, inicial ou adicional, realizadas por investidores estrangeiros.
Na mesma linha, o BC emitiu o Ofício-Circular 047, que determina que a BMF& Bovespa vede a utilização de carta de fiança obtida pelos estrangeiros em bancos brasileiros para garantir operações com derivativos.