Entrevista

“Voltamos à normalidade de lucros e vamos crescer no varejo”, diz CFO da Profarma

Companhia divulgou lucro de R$ 800 mil nos três primeiros meses deste ano, frente ao prejuízo de R$ 8,5 milhões em igual período de 2019

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SÃO PAULO — O lucro líquido da Profarma (PRFM3) atingiu R$ 800 mil nos três primeiros trimestres de 2020, deixando para trás o prejuízo de R$ 8,5 milhões registrado um ano antes. Para o CFO e diretor de relações com investidores da companhia, Max Fisher, a empresa “voltou à normalidade” em relação aos ganhos.

Entre janeiro e março, a receita líquida da empresa cresceu 27,4%, na comparação anual, para R$ 1,407 bilhão. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) teve alta de 41,8% na mesma base de comparação, para R$ 46,3 milhões.

“Foi um resultado muito bom. A empresa vem em evolução em seus resultados operacionais, apontando crescimentos consistentes nos últimos dois anos se você colocar em perspectiva. Isso é importante, não é nenhum voo de galinha”, disse Fisher em live do InfoMoney nesta quinta-feira (7).

“A gente conseguiu equilibrar a estrutura de capital e entrar na zona de lucro. Estou na empresa há mais de 20 anos e a Profarma nunca tinha dado prejuízo até 2012, 2013. A partir de 2014, 2015 e até 2017, a Profarma investiu em uma estrutura para entrar no setor de varejo, adotando o modelo integrado, que é vencedor no mundo inteiro”, completou.

Para o executivo, a Profarma está colhendo os frutos dos investimentos que fez nos últimos anos. “Adquirimos três redes e estamos fazendo um trabalho de integração entre elas e o nosso modelo de distribuição. Nos últimos dozes meses, nosso lucro é de R$ 20 milhões, voltamos à normalidade.”

Fisher destacou que é importante a companhia dar sinais de continuidade aos investidores. “Mais do que um trimestre ou outro, temos que focar na continuidade, na sequência de bons resultados, é isso que dá a segurança de que a gente realmente escolheu o caminho correto, de uma estratégia de longo prazo”, disse.

A ideia da companhia é seguir investindo no varejo, que ainda é uma fatia menor de suas operações em relação ao segmento de distribuição. “Os distribuidores que são puramente distribuidores têm margens apertadas e volumes altos. É um business difícil em termos de controle de custo, crescimento e margem. É escala”, afirmou.

“Já o varejo tem margem três vezes maior que a distribuição e retorno sobre capital duas vezes maior. É um dos motivos que fazem todos os distribuidores no mundo inteiro partirem para outros negócios quando estão consolidados em distribuição”, completou o executivo.

Ele acredita que o varejo farmacêutico no Brasil hoje ainda é fragmentado, ou seja, tem uma possibilidade de crescimento que a distribuição já não tem mais. “Distribuição tem crescido e tem razões para manter o crescimento, como o envelhecimento da população, mas ele é limitado.”

O CFO afirmou que a Profarma tem um projeto de abertura de lojas para continuar ganhando mais retorno. Ele não abriu números. “Não vai ser através de aquisição de redes. Tínhamos duas fases para o varejo: a primeira era através de aquisições, o que fizemos, enquanto a segunda, que vem agora, será através de crescimento orgânico”, concluiu.

Assista acima à entrevista completa do CFO e diretor de relações com investidores da Profarma ao InfoMoney.

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