RADAR INFOMONEY Usiminas lucra R$ 1,2 bi: mas por que não empolga tanto? Confira no programa desta sexta

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BM&FBovespa

Volatilidade e crise econômica: dois gatilhos para a ação da BM&FBovespa

Analista da Coinvalores espera estabilidade nos próximos resultados e vê a ação da empresa como boa opção para quem procura retorno via dividendos

SÃO PAULO – As crises na Europa e nos EUA são uma pedra no sapato para o investidor em bolsa, principalmente para aqueles que optaram por se posicionar em empresas com atuação voltada para o mercado externo. Esse cenário, no entanto, mostra algumas ações que podem se beneficiar, como é o caso da BM&FBovespa (BVMF3), avalia a Coinvalores.

“Nem sempre as incertezas relacionadas ao cenário negativo trazem impactos negativos para as bolsas de valores ao redor do mundo, pelo menos não para os acionistas desse tipo de empresa”, destaca em relatório o analista Marco Aurélio Barbosa.

Para ele, o cenário mais volátil causa um aumento no volume de negociações, o que para a BM&FBovespa – que ganha por cada transação realizada no mercado – acaba sendo extremamente favorável. “Para a bolsa, isso soa como música”, afirma.

Além disso, a queda na taxa básica de juro deve fazer com os investidores estejam mais dispostos a buscar um maior retorno na renda variável, visto que a renda fixa vem perdendo cada vez mais atratividade.

Estabilidade nos resultados e dividendos
Outro ponto que acaba sendo favorável para a BM&FBovespa, na visão do analista da Coinvalores, é a expectativa sobre seus próximos resultados, que deverão permanecer estáveis em relação a 2012. “Mesmo com os maiores volumes, acreditamos que não haverá elevação expressiva de receita, assim como de despesas”, acredita o analista.

Isso por si só acaba sendo um ponto positivo, já que as empresas mais voltadas a exportação deverão ver seu desempenho operacional recuar.

Além disso, a companhia acaba sendo bem vista como uma boa oportunidade para quem procura retorno através de proventos. “A BM&FBovespa pode ser uma boa opção de investimento para quem esteja procurando por retorno através de proventos”, afirma.

Competição não assusta
Um outro ponto chave a ser destacado pelo analista é a possibilidade de competição. “As sombras de uma possível concorrência, que vinham atormantando e impactando os papéis nos últimos períodos, deixou de ser um grande problema, devido ao adiamento dos planos de players internacionais em aterrisar em terras brasileiras”, avalia o analista. 

Com isso, ele projeta um preço-alvo de R$ 16,50 para os papéis BVMF3 até dezembro de 2013. Esse valor representa um potencial teórico de valorização de 20% frente o fechamento da última sexta-feira (14).

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