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Vítima de fake news: Bill Gates não comprou iate movido a hidrogênio e nem financiou patente de coronavírus

Co-fundador da Microsoft e sua fundação tem sido vítimas frequente de fake news nas redes sociais

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SÃO PAULO – Após rumores de que Bill Gates encomendou um iate de luxo movido a hidrogênio, a Sinot – empresa responsável pelo projeto – afirmou nesta segunda-feira (10) que o empresário e a companhia “não possuem nenhum relacionamento comercial”.

Os boatos creditam ao co-fundador da Microsoft a compra do primeiro modelo da embarcação Aqua Ship, com 112 metros de comprimento, cinco decks, espaço para 14 convidados e 31 tripulantes, piscina, spa, academia e heliponto por US$ 644 milhões.

Site da empresa realizadora do projeto desmente “fake news” de compra. (Reprodução/Sinot)

Embora não seja o comprador, Gates demonstra há tempos o desejo de investir em energias limpas. Nos últimos anos, o empresário e a sua fundação tem voltado esforços à criação de fundos para financiamento de pesquisas de tecnologias inovadoras para promoção de energias verdes e combate do aquecimento global.

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O conceito base do projeto foi apresentado em Mônaco, no ano passado, e chamou atenção por contar com tecnologia que combinam hidrogênio e oxigênio para produzir eletricidade e água, assim evitando a queima de carvão e madeira para alimentar o navio. Para isso, o iate possui dois tanques de 28 toneladas selados a vácuo com hidrogênio líquido resfriados a -253º C.

Ao negar que o protótipo de iate estava ligado a Gates ou a qualquer um dos seus representantes, um porta-voz da Sinot afirmou à BBC que o projeto é “destinado a construir um futuro melhor e inspirar clientes e a indústria”.

Quando for entregue, a embarcação vai atingir 17 nós de velocidade e viajar por 3.750 milhas naúticas, cerca de 6.035 quilômetros. O Aqua ainda não está disponível no mercado e tem data de lançamento prevista para 2024.

Bill Gates e o coronavírus

No início do mês, a Fundação Bill e Melinda Gates negou qualquer relação com a disseminação do coronavírus e o registro de uma patente do novo vírus em 2014.

A Fundação foi vítima de notícias falsas em diversos idiomas promovidas por grupos antivax no Facebook. Segundo a agência de checagem Aos Fatos, a fundação apoia o instituto britânico Pirbright, que tem uma patente registrada em 2015 para uma versão enfraquecida do IBV.

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O IBV é um vírus da família dos coronavírus causador da bronquite infecciosa em aves, mas não possui ligação com o novo coronavírus – responsável por mais de 900 mortes na China.

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