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SÃO PAULO – A venda dos ativos de limpeza e alimentos comunicada nesse domingo (11) pela Hypermarcas (HYPE3) deverá colaborar para que a empresa foque em seus segmentos de maior rentabilidade, lembrou a Planner Corretora e o Itaú BBA. Além disso, o valor total da venda, de R$ 450,00 milhões, deverá servir para reduzir a dívida líquida da companhia.
“Com a venda dessas unidades, a dívida líquida fica em R$ 2,811 bilhões. Considerando um Ebitda (geração operacional de caixa) de R$ 700 milhões, conforme guidance da empresa, vemos uma dívida líquida/Ebitda na relação de 4 vezes”, afirma a Planner. O Itaú BBA, contudo, projeta que a dívida líquida esteja 3,5 vezes maior que o Ebitda, uma redução dos 4,1 vistos no resultado do terceiro trimestre.
Contudo é a melhora de rentabilidade que anima os investidores. “A Hypermarcas concluiu a fase de desinvestimentos, que era focado em simplificar o extensivo portfólio de marcas da companhia através da venda de segmentos não-centrais”, destacou o Itaú BBA, lembrando que a primeira marca da companhia – a Assolan, foi vendida nessa leva. “Nos segmentos de medicamentos e higiene pessoal, que restaram, a empresa possui um portfólio muito forte de marcas”, afirma a Planner.
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Porém, o momentum ainda é negativo para a Hypermarcas, baseado na expectativa de um resultado fraco no quarto trimestre e a falta de confiança na administração da companhia, destacou o Itaú BBA. “Isso reduz materialmente a probabilidade que essas vendas, que deverão dar resultados apenas em trimestres futuros, serão precificados”, finaliza a corretora.