Para o Credit Suisse

Venda de ações da Copel não deve engordar dividendos mas seria bom “driver” na Bolsa

Segundo uma reportagem do Valor de hoje, o Estado do Paraná estuda vender sua participação na elétrica para melhorar seu quadro financeiro

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SÃO PAULO – Uma notícia do Valor desta terça-feira (19) aponta que o Estado do Paraná estuda vender sua participação na Copel (CPLE6) como forma de obter recursos e melhorar o quadro de finanças públicas no estado na segunda gestão do governador Beto Richa (PSDB). Uma informação que pode não deve ajudar a aumentar os dividendos da companhia, mas deve “cair como uma luva” para suas ações.

Isso porque, comentam os analistas do Credit Suisse, a venda da participação deve, potencialmente, maximizar os dividendos da companhia. Não que deva ter espaço suficiente para um payout (dividendos/lucro líquido) acima de 50% – padrão atual -, dado os desafios recentes da empresa, como obras atrasadas, mas a notícia traz uma indicação de que os 50% podem ser cumpridos. O que, por si só, já é um bom sinal, disseram.

No caso da Copel, a venda das ações pelo Paraná seria acima do necessário para manter o controle da empresa, aproximadamente 12,3 milhões de ações ONs (CPLE3). O Paraná não tem ações PNs. A preços de hoje, esse bloco estaria valendo R$ 290 milhões. 

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E, como isso pode potencialmente maximizar os dividendos da companhia, suas ações podem ganhar um “driver” a mais no curto prazo, já que proventos costumam ser um importante “trigger” para os papéis. “Nós elevamos para neutra nossa recomendação em CPLE6 recentemente e achamos que essa notícia pode ajudar a diminuir ainda mais a grande underperform (desempenho abaixo da média) da ação no acumulado do ano”, comentaram. Em 2015, as ações preferenciais da empresa têm alta de apenas 0,12%. 

O banco suíço ressalta ainda que a CPLE3 já negocia a um grande desconto para a CPLE6 (que tem dividendos 10% maiores) e um bloco potencial pode pressionar esse desconto no curto prazo, mas a maior liquidez das ações preferenciais pode diminuir o mesmo “spread” (diferença) em um segundo momento. Na véspera, as ações ONs da Copel fecharam cotadas a R$ 23,70, enquanto as preferenciais encerraram a R$ 34,37.