“Vamos continuar diversificando através de aquisições”, diz CFO da JSL

Ao InfoMoney, Guilherme Sampaio falou sobre a maior aquisição do grupo desde o IPO, da IC Transportes, e sobre cenário de juros altos e restrição de crédito

Anderson Figo

O atual cenário de custo de capital mais caro e menor disponibilidade de crédito gera oportunidades para a JSL (JSLG3) conseguir novos clientes, uma vez que a empresa está bem capitalizada e tem forte geração de caixa, na visão de Guilherme Sampaio, CFO do grupo. Isso se deve, segundo ele, à diversificação de setores que a companhia tem realizado e à estratégia de controle de custos.

“O nosso principal ponto é a diversificação, é crucial na nossa estratégia. Hoje atendemos 18 setores, com dinâmicas diferentes. A gente pretende expandir essa diversificação”, disse o executivo, em entrevista ao InfoMoney. “A gente realizou seis aquisições de 2020 a 2022, e a gente anunciou recentemente a sétima operação de M&A [da IC Transportes]. Essas aquisições ajudaram a aumentar nossa diversificação.”

O anúncio da compra da IC Transportes foi feito há pouco mais de uma semana, por R$ 587 milhões. A empresa atua na cadeia do agronegócio, principalmente fertilizantes. “Ela também atua em combustíveis e gases e químicos. Ajuda a aumentar nossa presença em cargas complexas, que é um modelo de negócio que a gente acha interessante”, destacou Sampaio.

Ele participou do Por Dentro dos Resultados, projeto no qual o InfoMoney entrevista CEOs e diretores de importantes companhias de capital aberto, no Brasil ou no exterior. Os executivos falam sobre o balanço do quarto trimestre e ano fechado de 2022 e sobre perspectivas. Para acompanhar todas as entrevistas da série, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

Em 2022, a JSL teve R$ 7,1 bilhões em receita bruta, com R$ 1,1 bilhão de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). Segundo Sampaio, a empresa não precisa de captação em 2023, uma vez que ela possui cerca de R$ 1,8 bilhão disponível (R$ 900 milhões em caixa e mais R$ 900 em crédito já contratado e aprovado).

O executivo também destacou que a dívida da companhia tem prazo médio longo, de 4,5 anos, o que também é um fator de alívio no atual cenário. Mesmo assim, ele não descarta que pode haver necessidade de uma nova rodada de renegociação de contratos com clientes ao longo do ano. O subsídio do diesel, por exemplo, só vale para este ano — quando terminar, pode gerar pressão de custo para a companhia.

Sobre ESG (meio ambiente, social e governança), o CFO da JSL disse que o tema é prioridade no grupo e falou sobre projetos em vigor. Ele comentou também sobre pagamento de dividendos, sobre a estratégia de manter as empresas adquiridas como operações independentes, combustíveis alternativos e novos setores. Veja a entrevista completa no player acima, ou clique aqui.

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Anderson Figo

Editor de Minhas Finanças do InfoMoney, cobre temas como consumo, tecnologia, negócios e investimentos.