Vale tem melhores perspectivas que MMX para 2012, segundo banco

BTG Pactual leva em consideração a exposição das duas empresas ao minério de ferro para defender a preferência pelos papéis

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SÃO PAULO – Em relatório sobre as perspectivas futuras para a Vale (VALE3, VALE5) e a MMX (MMXM3), a equipe de análise do BTG Pactual adota uma postura cautelosa, principalmente por conta das incertezas sobre a precificação do minério de ferro. No entanto, ao levar em consideração a exposição das duas empresas à commodity, a preferência do banco fica com a Vale.

O BTG Pactual afirma que manteve uma visão otimista para a Vale em 2011, embora acredite que sua avaliação deveria ter se tornado um pouco mais negativa no segundo semestre deste ano. O banco avalia que a mineradora deve se manter sob pressão no início de 2012, por conta dos menores preços do minério de ferro frente às medias deste ano, além da falta de crescimento nos volumes e riscos fiscais.

O desempenho da Vale entre 2012 e 2015 terá o suporte de um forte fluxo de caixa gerado por preços do minério de ferro mais altos, segundo o BTG. “Entretanto, acreditamos que a queda nos lucros durante o próximo ano e a falta de crescimento significativo em 2013 poderão mudar essa percepção frente ao cenário da empresa”, constata o BTG.

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Perspectivas pouco animadoras para MMX
Em relação à MMX, o BTG mantém as mesmas perspectivas negativas deste ano para 2012, por acreditar na continuidade de um fluxo de caixa negativo por conta do desenvolvimento da mina de Serra Azul e da construção do porto Sudeste. “A entrega do porto ainda este ano pode aumentar o fluxo de caixa; entretanto, acreditamos que isto irá coincidir com o início do ciclo de investimentos”, diz a equipe de análise do banco.

Possíveis fusões e aquisições podem impulsionar a produção da companhia, segundo o BTG Pactual. Ainda assim, estas movimentações não devem agregar valor no curto prazo.