Vale e Petrobras devem recuperar perdas e dar impulso à bolsa, aposta BTG

Banco aponta a recente desvalorização dos papéis e suas projeções favoráveis como essenciais para avanço do índice

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SÃO PAULO – Após o Ibovespa recuar 3,6% no mês de abril, os analistas do BTG Pactual apontam para uma possível recuperação do índice paulista no mês de maio, estimulado pelas projeções de valorização das ações da Vale (VALE3, VALE5) e da Petrobras (PETR3, PETR4).

Contrariando os ganhos dos principais mercados internacionais, a queda do índice ainda incita os altos níveis de aversão ao risco dos investidores. Contudo, a recente performance dos papéis da estatal no último mês (PETR3, -11,05%; PETR4, -9,76%) e as projeções favoráveis para o mês de maio, fomentam a visão positiva do banco acerca dos ativos.

Petrobras: Projeções favoráveis, possível alta
Segundo os analistas Carlos Sequeira, Bernardo Miranda e Antonio Junqueira, os resultados referentes ao exercício da estatal no primeiro trimestre devem apontar para uma influência maior da alta nos preços do petróleo.

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Não obstante, o anúncio de possível alta nos preços dos combustíveis no mercado doméstico e a revisão do plano de negócios de cinco anos da empresa serão positivos para as ações da empresa, afirma o banco.

Contudo, o anúncio de revisão do plano de negócios ainda “preocupa” o banco. Os analistas afirmam que a revisão pode até mesmo não ocorrer no mês de maio, caso isso não acontença, as atenções se voltam para as projeções de teor negativo sobre o conteúdo a ser revisado. De acordo com o BTG Pactual, em razão do consenso mercadológico e da recente performance dos ativos da companhia, é mais provável que o viés apresentado seja negativo.

Mercado de minério impulsiona a Vale
Além da Petrobras, as ações da Vale também serão essenciais nesse processo de retomada da valorização do Ibovespa. Após registrar um desempenho negativo no mês de abril (VALE3, -1,75%; VALE5, -1,48%), os papéis também serão estimulados pelo noticiário referente ao mercado de minério de ferro, que deverá “continuar forte em 2011”, afirmam os analistas.

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Após acompanhar alta de 10% no primeiro trimestre, as previsões de aumento nos preços do minério de ferro estão próximas a um acréscimo de 20% no segundo trimestre.