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SÃO PAULO – A sequência de recordes trimestrais da Vale (VALE3, VALE5) deverá ter continuidade nos números divulgados na próxima quarta-feira (26), após o fechamento do pregão, conforme a projeção de analistas.
Com preços elevados para o minério de ferro e fortes volumes de venda, a companhia deverá apresentar recorde de receita, assim como um recorde histórico de Ebitda (geração operacional de caixa).
“O cenário para as empresas de mineração continua muito favorável, com o preço do minério de ferro em alta”, escreve a SLW Corretora em relatório. Especificamente sobre a Vale, os analistas da corretora chamam a atenção “para novos recordes de resultados e substancial melhora de sua estrutura de capital nos próximos trimestres”.
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Trimestre de recordes
Deste modo, os números devem superar aqueles do segundo trimestre, “devido a um aumento na produção de minério de ferro e um pequeno reajuste nos preços do produto (houve algum efeito de transferência no 2T11 de volumes com preço inferior do 1T11, o que diluiu os preços)”, escreve Jonathan Brandt, analista do HSBC.
Segundo Raphael Biderman, do Bradesco, a melhora em outras variáveis da companhia, como o mix de produtos, também impactam os preços efetivos negociados pela mineradora em 7,4% na comparação anualizada. “No lado dos custos, a Vale reportou custos não recorrentes de R$ 888 milhões no segundo trimestre, o que não deve se repetir no terceiro trimestre”, complementa.
A base de comparação também é mais baixa por conta das vendas de Carajás, as quais foram “anormalmente baixas” no período de abril a junho, respondendo por 34% das vendas de minério de ferro no período, face às projeções do Bradesco de uma participação de 36% nos números do segmento.
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Já o relatório do Barclays, assinado por Leonardo Correa, Pedro Grimaldi e Luiz Fornari, relembra que a companhia é eleita a sua top pick. Para o equity research do Barclays, o ponto alto da empresa deverá ser as exportações de minério de ferro, em um salto de 13% sobre o trimestre anterior, aos 83 milhões de toneladas.
Perspectivas divergentes
Os analistas vão além e estimam: “nós esperamos que a Vale apresente resultados similares durante o quarto trimestre, uma vez que os preços do minério de ferro devem permanecer inalterados e os volumes, fortes.”
No entanto, tal visão não é consenso entre os analistas. A equipe do Itaú BBA, que prevê um impacto negativo no lucro líquido decorrente de resultados financeiros mais fracos, prevê uma ligeira queda nos números dos três últimos meses do ano, prejudicados por volumes de minério de ferro mais baixos, assim como os preços dos metais base.
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Por fim, assim como o Itaú BBA prevê que a alta recente do dólar afete negativamente os resultados, o HSBC estima que a mudança no câmbio deve ser um dos principais fatores que levem a uma alta de apenas 1% no lucro por ação sobre o trimestre anterior, levando em consideração a dívida da empresa denominada em na moeda norte-americana.
Confira as projeções para o 3T11 da Vale:
* Média das estimativas de Citi, Barclays e Itaú BBA
** Média das estimativas de HSBC, Itaú BBA, Barclays e Citi
*** Média das estimativas de HSBC, Itaú BBA, Barclays, Citi e Bradesco
**** Média das estimativas de Itaú BBA e Barclays
***** Média das estimativas de HSBC, Citi, Barclays e Itaú BBA
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Considerando a cotação média do dólar em relação ao real no terceiro trimestre deste ano (R$ 1,6365), as estimativas convergem para um lucro líquido de R$ 10,01 bilhões, receita líquida de R$ 27,85 bilhões e Ebitda de R$ 19,39 bilhões.