Fim do contrato

Usiminas rescinde contrato com Porto Sudeste, antigo projeto de Eike, após atraso de 3 anos

A Trafigura, dona do porto, diz que tentará resolver a questão por arbitragem com a siderúrgica

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SÃO PAULO – A Usiminas (USIM5) confirmou na noite desta segunda-feira (22) que notificou a MMX Porto Sudeste – um projeto de Eike Batista depois vendido para uma joint venture formada entre Trafigura e Mubadala – sobre a imediata rescisão, pela MUSA (Mineração Usiminas), do contrato de prestação de serviços portuários celebrados entre as partes em 11 de fevereiro.

Pelo comunicado, enviado pela empresa à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a siderúrgica afirma que a referida rescisão, por parte da MUSA, justifica-se em razão do reiterado inadimplemento, pela Porto Sudeste, de sua obrigação de concluir o porto e colocá-lo em operação, o que deveria ter ocorrido em 1° de abril de 2012, bem como pela falta de pagamento das penalidades contratuais. 

O acordo foi acertado para escoar a produção de minério de ferro da Usiminas, mas com o atraso da entrada do porto, a siderúrgica ficou sem canais eficientes para exportar sua produção excedente da commodity.

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Nesta tarde, a Trafigura, que investiu US$ 2 bilhões em uma joint venture com o fundo Mubadala pela Porto Sudeste, antes da MMX, disse, em email à Bloomberg nesta tarde, que tentará resolver por arbitragem um acordo com a Usiminas. Segundo a Trafigura, o Porto Sudeste está pronto para operar. 

O porto fica próximo a uma base da Marinha, na Bacia de Sepetiba (RJ) e a autorização das autoridades navais está demorando mais do que o previsto. A companhia disse que só aguarda o aval da Marinha como etapa final da operação.