Usiminas ON dispara 16% com notícia sobre OPA; Petrobras sobe 4% e Vale cai

Confira os principais destaques da Bovespa nesta quarta-feira (15)

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Usiminas (USIM3, R$ 19,44, +15,71%; USIM5, R$ 5,03, +2,44%)
Depois de 25 minutos da abertura da Bovespa, as ações da Usiminas abriram, com forte alta para as ações ordinárias, em meio a notícia de que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) decidiu que a operação de compra da participação da Previ na Usiminas pelaTernium, anunciada em outubro, disparou a obrigação de OPA pelas ações ordinárias da siderúrgica brasileira. A Ternium anunciou em outubro a compra de ações, em uma operação de 616,7 milhões de reais e que envolveu 51,5 milhões de papéis.

A Ternium disse que vai interpor recurso contra entendimento da CVM sobre a obrigatoriedade de que a companhia realize oferta pública de aquisição de ações da Usiminas.”Reafirmamos nossa absoluta convicção no entendimento manifestado em 2 de outubro de 2014, no sentido de que a referida aquisição de ações não enseja a obrigação de realizar uma OPA”, acrescentou.

Petrobras (PETR3, R$ 12,94, +3,94%;PETR4, R$ 12,75, +2,16%)

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O noticiário segue movimentado para a Petrobras, que sobe forte após registrar mais uma sessão de alta na véspera. No noticiário da companhia, estão a venda de ativos, o relatório da agência internacional de energia e a expectativa pelo balanço. Vale lembrar ainda que as ações ON da companhia registram ganhos superiores a da PN, com alta superior a 3%. 

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, às vésperas da reunião do conselho de administração que, finalmente, poderá pôr um fim à novela do atraso na divulgação do balanço financeiro de 2014, a diretoria Financeira da Petrobras corre contra o tempo para conseguir unanimidade na aprovação dos números que serão apresentados. O diretor Financeiro da petroleira, Ivan Monteiro, tem se reunido previamente com os conselheiros para detalhar o trabalho feito para chegar aos números que devem ser divulgados, segundo fontes ouvidas pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

Sobre a questão do plano de desinvestimentos da companhia, o jornal Valor Econômico destacou que os blocos de exploração de petróleo que a Petrobras decidiu colocar à venda incluem reservas do pré-sal. A venda dos blocos pode corresponder a 30% do valor total do programa – que planeja desinvestimentos de US$ 13,7 bilhões entre 2015 e 2016 – chegando a cerca de US$ 4 bilhões. De acordo com o Valor, a empresa decidiu colocar blocos de boa qualidade no pacote para torná-lo mais atrativo aos investidores. 

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Ainda no noticiário da companhia, a empresa assinou nesta terça-feira com a estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) um convênio para impulsionar a exploração de gás natural em três áreas na região sulina de Tarija, na Bolívia. O documento foi assinado pelo representante da Petrobras na Bolívia, Erick Portela, e o presidente da YPFB, Guillermo Achá, em um ato na cidade de Tarija. 

Vale (VALE3, R$ 18,25, +0,06%; VALE5, R$ 15,23, -0,90%)
Após abrir em alta, as ações da Vale viraram para leve queda, em um dia recheado de notícias, tanto positivas quanto negativas. Enquanto a companhia aprovou o pagamento da primeira da parcela de remuneração mínima aos acionistas em 2015, no valor bruto de R$ 3,1 bilhões, o que corresponde a R$ 0,601760991 por ação ordinária ou preferencial em circulação, além de ter conseguido benefício fiscal para ampliar terminal no Pará, a companhia foi cortada pelo JPMorgan.

O corte foi de overweight para neutro e, segundo o relatório do banco, reflete a queda do preço do minério de ferro. 

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JBS (JBSS3, R$ 15,37, +1,39%) e Light (LIGT3, R$ 14,73, +2,15%)
Tanto a JBS quanto a Light registram alta na sessão desta quarta-feira. Ambas divulgaram esclarecimentos negando haver qualquer envolvimento com irregularidades investigadas pela Operação Zelotes, da Polícia Federal, em resposta a reportagem do jornal O Globo sob o título “Zelotes: JBS e BRF aparecem nas gravações”. 

Cabe lembrar que, ontem, a JBS foi citada em reportagem do Estadão por conta da Operação Lava Jato, com a matéria destacando que a JBS pagou R$ 200 mil a uma empresa de fachada do ex-deputado André Vargas, que foi preso na 11ª fase da Lava Jato. A companhia confirmou o pagamento, mas afirmou que eles foram feitos dentro da legalidade. 

Cyrela (CYRE3, R$ 13,25, +1,38%)
Após cair 2,68% ontem, as ações da Cyrela têm leve alta em meio a divulgação dos dados operacionais.

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A empresa teve queda de 53,3% nas vendas contratadas do primeiro trimestre sobre o mesmo período do ano passado, para R$ 723 milhões, informou a companhia nesta terça-feira. Já os lançamentos da empresa recuaram 75,8% no período, para R$ 463 milhões. Os dados incluem os parceiros da companhia.

Segundo a Cyrela, no primeiro trimestre o foco foi no lançamento de novas fases de empreendimentos já lançados, que representaram 57% do valor geral de vendas (VGV) total lançado no período.

De acordo com a Elite Corretora, os números foram bem fracos, mas dentro do esperado. Em destaque, está a redução muito forte nos lançamentos e, por conta disso, as vendas se concentraram nos estoques.

GOL (GOLL4, R$ 8,24, -2,02%)
Após dispararem mais de 7% na véspera após a queda do dólar, as ações da Gol devolvem parte dos ganhos e registram queda de 2%. Hoje, o dia é de oscilação para o dólar, que está entre leves perdas e ganhos. 

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Lara Rizério
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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.