Usiminas: nível de endividamento já atingiu o pico; trajetória é de queda

Para presidente da siderúrgica, ganho de eficiência e venda de ativos não-operacionais contribuirão para redução

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SÃO PAULO – O endividamento da Usiminas (USIM3, USIM5), que atingiu R$ 9 bilhões no segundo trimestre, tem preocupado os investidores e elevado rumores de que a empresa pode fazer nova emissão de ações na bolsa ou vender ativos para se capitalizar. Entretanto, segundo o presidente da companhia, Julián Eguren, esse assunto não será mais um problema para a companhia a partir do terceiro trimestre. 

“O nível de endividamento já atingiu seu pico e, agora, a trajetória é de queda”, destacou em teleconferência com analistas nesta terça-feira (31).

Entretanto, 47% do montande está atrelado ao câmbio, um “fator exógeno que não dá para prever”, conforme ponderou o vice-presidente Ronald Seckelmann, vice-Presidente de finanças e diretor de relações com investidores da companhia.

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No que compete àquilo que se pode controlar, como despesas e compensação de preços, a Usiminas tenta reagir, conforme explica Eguren. “Pretendemos vender alguns ativos não operacionais, como terrenos, e elevar a eficiência na linha de produção, atingindo uma economia de R$ 50 milhões ao ano nesse quesito”, complementa.

Além disso, a companhia busca redução dos estoques para elevar capital de giro, focando exportações num mercado ainda aquecido, a América Latina. “A economia mundial ainda passa por turbulências e não há perspectivas de retomada nos mercados tradicionais, como EUA, China, Japão e Europa. Quando o consumo externo voltar, contudo, estaremos bem posicionados”, pondera Sérgio Leite, vice-presidente comercial.

Nesse sentido, a companhia não sente que é um erro de estratégia manter investimentos na exportação, num cenário de aumento de endividamento e custos – e queda de preços das commodites.