Usiminas: mudança de CEO é positiva, mas ainda é cedo para precificar benefícios

Embora exista a possibilidade de um "turnaround" operacional da empresa, analistas do BofA reiteram recomendação de venda

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SÃO PAULO – O Bank of America Merril Lynch vê a troca no comando da Usiminas (USIM3, USIM5) como “potencialmente positiva”, mas destaca que ainda é muito cedo para precificar os benefícios da nova gestão da siderúrgica. Por conta disso, o banco optou por manter a recomendação de underperform (desempenho abaixo da média do mercado) para as ações da companhia mineira.

A equipe de análise do BofA, formada por Felipe Hirai, Thiago Lofiego e Karel Luketic, acredita que a empresa pode ter ganhos de eficiência e passar por um processo de corte de custos por conta da nova administração. No entanto, destaca que o valor atual que as ações têm sido negociadas  já incorpora a maior parte dessas vantagens.

“Em nossa opinião, tais esforços poderiam eventualmente levar a maiores margens no médio e longo prazo, mas ainda precisamos do plano de execução da administração, para melhor estimar os ganhos potenciais”, afirmam os analistas em relatório.

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A Usiminas anunciou mudanças em sua estrutura de comando, após a entrada da Ternium em seu bloco de controle, o que foi oficializado na terça-feira (17). O executivo argentino Julián Eguren foi indicado para o cargo de diretor-presidente da empresa, enquanto Daniel Augustín Novegil, Roberto Caiuby Vidigal e Alcides José Morgante foram nomeados como membros do Conselho de Administração.

Nova estratégia
Para Hirai, Lofiego e Luketic, a estratégia dos novos acionistas controladores pode estar focada no crescimento. “Primeiramente, os investimentos em mineração podem ser acelerados, o que poderia ser um fator positivo para a percepção de valor das ações da Usiminas”, avaliam.

Por outro lado, a empresa poderia ser usada como um meio para expansão no segmento de aço no Brasil, ou pelo menos focar parte significativa dos investimentos nesta unidade de negócios, o que seria negativo para as ações, uma vez que compensaria o benefício de uma operação mais lucrativa, segundo os analistas.