Publicidade
SÃO PAULO – Avaliando as empresas “X”, o Banco Espírito Santo acredita que o único ativo que realmente tem algum valor é o Porto Sudeste, que está sendo construído no estado do Rio de Janeiro, pertencente à MMX Mineração (MMXM3). A visão da analista Catarina Pedrosa, da corretora, é baseada no fato de que mais do que 50% do porto está construído, além de já possuir contratos de exportação assinado.
Segundo informações do Valor, das quais a analista utiliza para fazer sua análise, grandes grupos nacionais, que investem em minério de ferro, mas não tem o porto prôprio, estariam interessados para comprar o porto, como é o caso da Usiminas (USIM3; USIM5), Gerdau (GGBR4) e ArcelorMittal, evitando que o porto caia nas mãos de tradings estrangeiras, como a suíça Glencore Xstrata, com a qual a MMX já confirmou negociações à CVM (Comissão de Valores Mobiliários). A Vale (VALE3; VALE5) e a CSN (CSNA3) já contam com terminais portuários próprios em Itaguaí, no litoral do Rio de Janeiro, por onde embarcam sua produção de minério.
Para a analista, a Usiminas é a que teria o maior potencial para comprar o porto. Isso porque ela tem um contrato para exportar minério no porto. O acordo é válido por cinco anos, podendo ser renovável por mais cinco, e prevê exportação de 3 milhões de toneladas a 12 milhões de toneladas de minério por ano.
Continua depois da publicidade
Caso seja confirmado, ainda é difícil dizer se a compra do porto será positiva para a Usiminas, dependendo do preço do negócio, mas a analista enxerga que o ativo seja atrativo. O Porto do Sudeste terá capacidade inicial de embarcar 50 milhões de toneladas por ano, podendo ser elevada para 100 milhões de toneladas – embora tal decisão ainda esteja em fase de análise no Inea (Instituto Estadual do Ambiente). A expectativa é que atinja a primeiro patamar de forma gradual até 2016.
A Usiminas planeja produzir 12 milhões de toneladas de minério de ferro até o fim deste ano, mas pode ser aumentada para até 29 milhões de toneladas. No fim do primeiro trimestre de 2013, a dívida líquida da empresa ficou em R$ 5 bilhões, o que representa 3,4 vezes a relação estimada de dívida líquida por Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para este ano.
UBS aponta interessados em comprar ativos do Grupo EBX
Ainda nesta terça-feira, o UBS fez uma análise detalhada sobre a situação das empresas “X”, apontando que havia interessados em comprar ativos do grupo. No relatório, os analistas Lilyanna Yang, Victor Mizuki, Philip Finch e Andreas Bokkenheuser destacaram que há várias empresas globais interessadas em ativos do grupo, de modo a ganhar acesso ou aumentar o crescimento no País.
Continua depois da publicidade
Dentre elas, a Keppel Corp e a Sembcorp Marine poderiam ter interesse nos ativos da OSX (OSBX3). No entanto, apontam os analistas, o valuation teria que ser muito atrativo para atrair as duas empresas.
Além disso, a Glencore Xstrata estaria interessada nos ativos da LLX e MMX (Porto Sudeste, comentado acima). Por fim, a E.ON pode ter interesse pelos ativos da OGX em Parnaíba, para garantir um negócio integrado no segmento de gás no País. Os analistas destacam que grupos nacionais estariam interessados nos ativos do grupo.