USIM3 cai 5,56% e têm maior perda semanal do Ibovespa, reduzindo gap frente USIM5

Papéis repercutem noticiário envolvendo participação da CSN no capital da siderúrgica e possível alteração no bloco de controle

SÃO PAULO – As ações ordinárias da Usiminas (USIM3) fecharam a última semana de março como a principal baixa dentre os papéis que compõem o Ibovespa, acumulando desvalorização de 5,56% e cotadas a R$ 27,67. No mesmo período, o benchmark acumulou alta de 2,22%. Apesar desta baixa, os papéis USIM3 acumulam alta 30,20% desde o início do ano.

Nesta semana, as ações da companhia reduziram parte do elevado gap em relação aos ativos preferenciais (USIM5) da siderúrgica, que de janeiro a abril acumularam ganhos de apenas 4,5%. O principal motivo para a disparidade de cotações entre os ativos é que os ordinários fornecem um tag-along de 80% em caso de mudança de controle, ao passo que as ações preferenciais não possuem este direito.

Aquisição da empresa continuou em foco
Embora não existam fatos concretos, a especulação de que tanto a Gerdau (GGBR4) quanto a CSN (CSNA3) teriam interesse em participações relevantes no capital da Usiminas continuaram a influenciar as performances das ações da companhia.

Na terça-feira (29), a administração da CSN afirmou em teleconferência que a participação total no capital com direito a voto da siderúrgica pode alcançar até 10%. Atualmente, a fatia é equivalente a 8,62% das ações ordinárias, com compras adicionais dos papéis durante 26 de janeiro, quando a companhia anunciou que havia chegado a participação de 5%, até 21 de março. 

Em nota, o Barclays lembrou que a CSN reiterou que continua a analisar alternativas para seu investimento na Usiminas, considerado estratégico, o que incluiria aquisições adicionais que poderiam lhe garantir uma participação no bloco de controle da empresa, formado até 2016 pela Votorantim e Camargo Corrêa, Nippon e a CEU (Caixa dos Empregados da Usiminas). Nos preços atuais, a fatia na siderúrgica é de R$ 1,77 bilhão, ou 5% do valor de mercado da CSN

Já o CEO da Usiminas, Wilson Brumer, que está no cargo há um ano, disse em entrevista à Reuters na quarta-feira (30) que não preparou a empresa para ser vendida, negando as especulações de uma alteração no bloco de controle da companhia. Segundo o executivo, o período de consolidações relevantes no setor siderúrgico do Brasil já passou. Além disso, a intenção da CSN de possuir 10% das ações ordinárias da empresa não altera o controle da companhia, afirmou, pois a parte que está sendo comprada pela CSN não faz parte do bloco dos principais sócios.

Outros destaques
Nesta semana, também tiveram performance ruim os papéis da Telesp (TLPP4, R$ 39,48, -3,24%), OGX (OGXP3, R$ 19,30, -2,82%), TIM (TCSL3, R$ 8,27, -2,13%), TAM (TAMM4, R$ 32,00, -1,54%) e GOL (GOLL4, R$ 21,81, -1,54%).