UBS vê riscos tarifários em elétricas, e diz preferir Copasa à Sabesp

Revisão tarifária é vista como peça-chave para o valuation desses papéis; no setor, banco prefere geradoras

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SÃO PAULO – Em meio a incertezas tarifárias, o UBS manteve sua recomendação neutra para Copasa (CSMG3) e de venda para a Sabesp (SBSP3). O preço-alvo dos papéis, em R$ 30,00 e R$ 45,00, nessa ordem, indica downside de 1% e 3,43% sobre o fechamento desta segunda-feira (13). 

A instituição cita que as perspectivas tarifárias continuam a ser o ponto-chave do valuation dos papéis dessas empresas, uma vez que a privatização dessas companhias está fora de questão. A analista Lilyanna Yang acredita que ambas  as companhias estão entre as mais eficientes em seus setores de atuação, embora avalie que a Sabesp se mantém ineficiente.

Para a analista, não há espaço para o corte de gastos nos próximos 12 meses. Ela também não enxerga uma possibilidade de diminuição dos gastos com despesas de capital, além de não acreditar em uma melhora da política de distribuição de lucros dessas empresas tão cedo.

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Outros indicadores importantes para o valuation 
Lilyanna acredita que há mais upside para Copasa do que para Sabesp nas projeções das revisões tarifárias que estão por vir – além das revisões, a analista leva em conta também a relação capex/alavancagem, o corte de custos operacionais e o payout de dividendos. 

Entretanto, o UBS não crê em aumentos tarifários acima da inflação. Para a Sabesp, o banco vê a possibilidade de um reajuste ainda menor do que os 10% esperados.

UBS prefere geradoras
O UBS avalia que a Copasa tenha maiores perspectivas de crescimento de margem em relação à Sabesp. Entre as empresas de energia, a instituição mostra preferência pelas geradoras – como Cemig (CMIG4), Tractebel (TBLE3) e AES Tietê (GETI4) – por possuírem um fluxo de caixa forte e previsível, além de terem uma boa política de pagamento de dividendos.