UBS eleva recomendação de JBS e vê cenário instável para Marfrig

Analista do banco vê tendência positiva para aumento da rentabilidade do setor, destacando preferência em BR Foods

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SÃO PAULO – Vendo uma tendência bastante positiva tanto nos EUA quanto no Brasil com relação a um aumento na rentabilidade do setor, o UBS revisou as suas estimativas para as ações de companhias de frigoríficos. Deste modo, o analista Gustavo Oliveira elevou a recomendação das ações da JBS (JBSS3) para neutra e a expectativa por um cenário instável para a Marfrig (MRFG3). 

O analista do banco suíço ressalta que o mercado deve se atentar, no Brasil, ao aumento dos preços domésticos de aves, que seguem bastante correlacionados aos preços mais elevados da carne bovina, além da recuperação ainda por vir nos volumes exportados.Deve-se observar também, afirma o analista, a compressão das margens de produção nos EUA nos próximos doze meses.

Enquanto isso, as empresas de embaladoras de carne devem seguir entregando margens altas, uma vez que os mais baixos níveis de armazenamento e os fatores sazonais proporcionarem maiores margens para as embaladores norte-americanas. Com isso, projeta Oliveira, o ponto mais alto das margens para os embaladores de porco deve ocorrer durante o quarto trimestre. 

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Elevação de JBS e preocupação com Marfrig
Com isso, o analista Gustavo Oliveira elevou a recomendação para JBS  para neutra, aumentando o preço-alvo para R$ 6,80 – o que configura um potencial de valorização de 3,03% em relação ao fechamento da última segunda-feira (24). O analista destaca as expectativas por melhor rentabilidade para a companhia no segundo semestre, devido ao ciclo do gado e à recuperação das margens nos EUA.

Para ele, o aumento do preço dos grãos pode pesar sobre as margens, mas os gatilhos negativos do curto prazo são limitados. Além disso, aponta, a safra sul americana de grãos pode ser o novo gatilho potencial para os papéis.

Preocupado com o balanço da companhia, o analista revela ainda a preferência por Brasil Foods (BRFS3) à Marfrig. De acordo com Oliveira, a Marfrig já está precificando uma recapitalização potencial.

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Enquanto o analista espera uma recapitalização na Seara, trazendo uma reviravolta nas operações da Marfrig, a BR Foods parece ter uma transição “mais controlada”. Além disso, afirma, o fato de ser menos alavancada deve beneficiar a BR Foods em um ambiente de preços de grãos ainda bastante volátil, conclui Oliveira.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.