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SÃO PAULO – O UBS cortou seu preço-alvo para as ações preferenciais da Usiminas (USIM3, USIM5) para R$ 10,50 em dezembro deste ano, por conta da redução de 29% no consenso do mercado para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, apreciação e amortização) da companhia em 2012. A recomendação do banco para os papéis segue como “venda”. O novo target representa um downside (potencial de desvalorização) de 20,57% com base no fechamento anterior.
A instituição reduziu suas expectativas de ganhos para a Usiminas significativamente no curto prazo. Rene Klayweg cortou a expectativa para o Ebitda em 2011 de R$ 2,7 bilhões para R$ 1,9 bilhões, e reduziu a projeção para a geração operacional de caixa de R$ 3,9 bilhões para R$ 2,4 bilhões em 2012. Além disso, no longo prazo, a projeção de margens para a divisão de aço foi cortada de 17% para 13%.
Segundo o banco, os resultados do primeiro trimestre, a valorização do real, volumes mais fracos e uma reunião com o CEO do setor de mineração da empresa pesaram na decisão.
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Redução de investimentos
Para o UBS, os detalhes sobre o esforço para o corte de gastos da companhia continuam vagos e a gestão atual deveria ser capaz de entregar ao mercado um programa mais detalhado de investimento em redução de custos até o final do ano.
O banco não vê como a empresa conseguirá atingir 10% de diminuição com gastos em investimentos e presume um corte de 7%. “O anúncio sobre o capex é o único catalisador real, mas os investidores vão acreditar?”, questiona o banco.
Crescimento da produção
Em relação ao plano de expansão da produção de minério de ferro, Kleyweg acredita que a expectativa de 12 milhões de toneladas para o final de 2012 continua nos trilhos. Entretanto, espera que a marca de 17 milhões de toneladas, esperada inicialmente para o final de 2013, só seja atingida um ano depois.