UBS avalia que oferta primária seria melhor para Hypermarcas

Banco suíço mantém recomendação neutra para ativo HYPE3, com preço-alvo de R$ 9,00 e downside de 14,28%

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SÃO PAULO – A notícia sobre uma possível oferta secundária de R$ 1 bilhão do BTG Pactual para entrar no grupo controlador da Hypermarcas (HYPE3) não deve atender às necessidades específicas da empresa, segundo análise do banco UBS.

O analista Gustavo Oliveira acredita que uma alternativa seria emissão de novas ações, diretamente ou via debêntures, para reduzir sua dívida. Desta forma, o UBS acredita que o BTG ou qualquer outro investidor poderia ter um potencial acesso ao grupo de controle. “Acreditamos que uma oferta primária pode atender às necessidades da Hypermarcas, mas com riscos significativos”, afirma. Uma capitalização poderia ser benéfica, mas há grande risco na operação, segundo o banco.

Rolagem da dívida e recuperação operacional
O UBS ainda enxerga altos riscos de execução para a companhia, diante da pressão para rolagem da dívida e uma reviravolta operacional, uma vez que a empresa necessita de uma rolagem de R$ 1,4 bilhão de sua dívida para o último semestre de 2012, além de outros R$ 726 milhões para 2013. O banco também acredita em um possível progresso da companhia em 2012 em seu processo de recuperação operacional.

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Recomendação e preço-alvo
O banco suíço mantém sua recomendação neutra para o ativo HYPE3 com o preço-alvo de R$ 9,00 para os próximos 12 meses, o que representa um downside de 14,28%.