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SÃO PAULO – Caso a revisão que a agência de classificação de risco Fitch está fazendo sobre a nota de crédito da Triunfo (TPIS3) culmine realmente no rebaixamento do rating, a empresa poderá ter problemas para conseguir cumprir suas obrigações, segundo Carlo Bottarelli, presidente do grupo.
Na véspera, a agência de classificação de risco afirmou que a atual avaliação da companhia, de A+(bra), está sob perspectiva negativa após a conquista do aeroporto de Viracopos, em Campinas, em leilão de outorga. “Ainda não foi possível avaliar de forma segura a magnitude do impacto desta aquisição no perfil de crédito da Triunfo”, dizia o comunicado.
“Vamos conversar com eles”
O CEO, porém, tentou tranquilizar os investidores ao garantir que está procurando a agência para sanar essas dúvidas. De acordo com ele, depois que o projeto for apresentado, a nota da empresa deve ser reafirmada. “Acreditamos que, assim que virem os estudos, vão desistir de cortar o rating”, avaliou.
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Atualmente, a dívida líquida da Triunfo é cerca de 3,25 vezes seu Ebitda (geração operacional de caixa), pelas estimativas iniciais da companhia. O mercado avalia como segura uma margem de até 3,5x, e a concessionária tenta se manter neste nível. Para todo o projeto, ela espera se alavancar em 70% dos valores necessários de investimentos, garantindo um crescimento de caixa maior do que o de endividamento.
No entanto, enfrentando problemas de acesso ao mercado da dívida por conta de uma nota menor da Fitch, a empresa poderia ter que ultrapassar esse nível. No lado positivo, Bottarelli garante que, para o pagamento da outorga ao longo do tempo de concessão – o lance foi de R$ 3,82 bilhões – o Ebitda anual de hoje é mais do que suficiente para suprir as parcelas.