TIM: competitividade no leilão 4G pode gerar canibalização

Compromissos de abrangência e cobertura previstos no edital devem ser alterados, priorizando o 4G em algumas cidades

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SÃO PAULO – Diante da proximidade do edital do leilão 4G da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), a TIM (TIMP3) mostrou-se preocupada com a competitividade entre os principais concorrentes e espera uma discussão urgente, uma vez que o leilão deve ser realizado em junho.

O diretor de assuntos regulatórios da TIM Brasil, Mario Girasole, destaca o risco de canibalização, isso é, a ocupação do espectro leiloado por um mesmo grupo empresarial, caso não seja levada em conta a obrigatoriedade das operadoras em renunciar antecipadamente ao espectro, “quando possuem o direito de uso para atividades de MMDS (Serviço de Distribuição Multiponto Multicanal, na sigla em inglês)”, que é uma tecnologia sem fio utilizada para redes de banda larga.

De acordo com o presidente da Anatel, João Rezende, o leilão das faixas de frequências de 2,5 GHz (quarta geração) e de 450 MHz (áreas rurais) está previsto pra 4 de junho, 45 dias após a publicação do edital pela agência.

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No entanto, inicialmente deve ser leiloada a autorização de uso da faixa destinada à melhoria da cobertura na área rural. A seleção da proposta vencedora da faixa de 450 MHz será o de menor preço ao consumidor, em caso de não haver proposta, ou que sejam insatisfatórias, a faixa de 450 MHz será ofertada conjuntamente com lotes da faixa de 2,5 GHz.

Visão da TIM
Em comunicado, a TIM ressalta que não é contrária a chegada da tecnologia 4G ao Brasil, mas “entende que trata-se de uma iniciativa prematura, já que o 3G ainda não alcançou sua maturidade mercadológica”. Girasole alerta que se o mercado de transmissão não está fortalecido, não adianta oferecer capacidade de acesso.

Na visão da operadora, os compromissos de abrangência e cobertura previstos no edital devem ser alterados, priorizando o 4G para as cidades com maior concentração de pessoas durante a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Por fim, em nota, a TIM esclarece que “tem interesse em participar do leilão, desde que as considerações sejam competitivas”.