TIM: ainda há espaço para aumentar eficiência operacional

Apesar de ter mantido a margem Ebitda estável em 2011, em dois anos o caixa, medido pelo Ebitda menos investimentos, dobrou

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SÃO PAULO – Para conseguir consolidar sua eficiência operacional, a TIM (TIMP3) pretende continuar aumentando seus esforços nos cortes de custos dos serviços e produtos oferecidos. Para Luca Luciani, diretor executivo da operadora, as margens já estão confortáveis, mas ainda existe espaço para maiores reduções.

Durante o quarto trimestre de 2011, a margem Ebitda, que mede quanto da receita líquida se transforma em geração de caixa, ficou em 28,1%, mesmo patamar do começo do ano. Apesar de não ter subido o indicador, o caixa foi maior ao longo do ano. Em 2009, o fluxo produzido na operação, retirando os investimentos em gastos de capital, foi de R$ 800 milhões. No ano passado, chegou a R$ 1,64 bilhão.

Dois setores
Luciani, em teleconferência para explicar os resultados do último período de 2011, indicou dois setores que ainda podem se tornar mais rentáveis para a companhia. O segmento comercial, por exemplo, já vem melhorando o custo da adição de clientes, e reduzindo seu nível de inadimplência. Já o industrial precisará de novas despesas para melhorar a rede de transmissão.

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No entanto, para os produtores, a adição da rede TIM Fiber, de fibra ótica, o caminho já está pavimentado para reduções. Haverá, nos próximos meses, a geração de receita não prevista anteriormente. “Como temos uma rede proprietária de transmissão, as margens têm espaço para crescer”, afirma o executivo.

Pé no freio
Por conta dessa política mais forte de aumento da lucratividade, o crescimento da tele durante 2011 foi menor. “Colocamos o pé no freio mesmo”, diz Luciani. Segundo ele, isso foi feito basicamente para implementar uma filosofia da “simplicidade” na empresa, focando na substituição de fixo para móvel, garantindo a acessibilidade dos serviços através da inclusão econômica.

Mesmo assim, durante o quarto trimestre, a TIM conseguiu o maior patamar de adições líquidas de sua história, em 4,9 milhões de linhas, juntando voz e dados. Pelo segundo ano consecutivo, a empresa foi responsável pelo maior número de novos números contratados, chegando a 64,1 milhões de clientes.