Suzano espera conter despesas já no 2º trimestre

Segundo presidente da empresa, o resultado financeiro deve ser beneficiado pelo pré-pagamento de debêntures, reduzindo os desembolsos com juros sobre a dívida

Publicidade

SÃO PAULO – A Suzano Papel e Celulose (SUZB5) espera redução de custos operacionais e financeiros já no segundo trimestre deste ano, indicou o presidente da empresa, Walter Schalka, em teleconferência com analistas nesta sexta-feira.

Segundo ele, o resultado financeiro deve ser beneficiado pelo pré-pagamento de debêntures, reduzindo os desembolsos com juros sobre a dívida.

No primeiro trimestre, a Suzano teve queda de quase 42 por cento no lucro líquido sobre um ano antes, apesar do aumento da receita líquida e da geração de caixa. A linha final foi afetada por um resultado financeiro negativo de 80 milhões de reais, contra 88 mil reais positivos em igual etapa de 2012.

Continua depois da publicidade

No front operacional, Schalka disse que o Conselho de Administração da empresa já aprovou a implementação de quatro novos projetos que devem auxiliar na redução de despesas e estão no início da execução.

Veja também: Companhias que divulgaram resultados lideram altas e baixas do Ibovespa

“Estruturalmente, a Suzano tem condição de ser uma empresa referência em custo. Precisamos fazer alguns investimentos industriais, mas temos oportunidade de redução de custo florestal, custo variável em todas as nossas plantas”, afirmou.

Continua depois da publicidade

Entre os projetos, está a implementação de uma caldeira de biomassa em Mucuri (BA), que irá reduzir o consumo de óleo, a conexão da rede de energia na mesma unidade e a instalação de um digestor na unidade de Suzano (SP). O executivo, porém, não quis dar estimativas de economia com os projetos.

CAPIM BRANCO

Em teleconferência com jornalistas, Schalka disse que a Suzano deve receber nas próximas semanas os 320 milhões de reais pela venda de sua participação no Consórcio Capim Branco Energia para Vale e Cemig.

Continua depois da publicidade

“É esse valor que esperamos receber nas próximas semanas. Vamos ter que pagar energia de consumo de abril e descontar esse valor que não é relevante. Todo o restante vamos receber nas próximas semanas.”

A Suzano assinou o acordo definitivo para venda de sua fatia no Consórcio Capim Branco Energia em meados de março. A operação foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), segundo Schalka.

MADEIRA

Continua depois da publicidade

O diretor de Operações da Suzano, Ernesto Pousada Júnior, acrescentou que os preços de madeira devem continuar num nível alto.

“O custo da madeira pelos próximos dois anos deve continuar em patamares elevados. Mas apesar de termos outras paradas, no segundo trimestre não temos parada em Mucuri ou Limeira, que são os componentes principais do custo caixa”, disse ele.

A unidade de Mucuri sofreu uma parada para manutenção no primeiro trimestre, enquanto a de Limeira terá sua parada no terceiro trimestre.